Prefeitura de Limeira (SP) interdita ponte onde jovem morreu

Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV
Prefeitura de Limeira bloqueia acessos à Ponte do Esqueleto após jovem morrer em salto de rope jump; três instrutores estão presos
A Prefeitura de Limeira iniciou, na manhã desta quarta-feira (17/6), os trabalhos para bloquear os acessos irregulares à Ponte do Esqueleto, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13/6). A vítima saltou de rope jump sem estar devidamente presa à corda de segurança, e três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual em decorrência do caso.
De acordo com a gestão municipal, as ações desta quarta-feira foram desencadeadas após o governo federal solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até que medidas definitivas sejam adotadas. "As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade da União", informou a prefeitura em nota.
A incorporação da Ponte do Esqueleto ao patrimônio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi autorizada em 2026. Ainda assim, o governo federal esclareceu que a SPU já havia solicitado apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à estrutura em momentos anteriores. "Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses", destacou nota do governo federal.
Os três instrutores envolvidos na morte de Maria Eduarda estão recolhidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, conforme informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Eles respondem por homicídio com dolo eventual, modalidade em que o agente assume o risco de causar a morte mesmo sem a intenção direta de matar.
Os instrutores presos são Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Segundo a defesa dos acusados, Luis Felipe e Maicon Fernandes são os homens filmados lançando a jovem no salto, enquanto Vitor de Freitas é quem segurava os pés da vítima no momento do ocorrido.
O caso evidencia a ausência de medidas efetivas de segurança na Ponte do Esqueleto e levanta questionamentos sobre a fiscalização de atividades de esporte radical no local. As autoridades seguem trabalhando para garantir o fechamento definitivo do acesso à estrutura.