PGR diz que arma não é grave o suficiente para revogar domiciliar de Bolsonaro

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), sabatina Flávio Dino para exercer o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e Paulo Gonet para exercer o cargo de Procurador-Geral da República (PGR).
Procurador-geral Paulo Gonet quer aguardar o fim das investigações antes de se manifestar sobre possível falta grave do ex-presidente
A Procuradoria-Geral da República (PGR) adotou uma postura cautelosa diante da polêmica envolvendo a arma encontrada na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O órgão entende que ainda não há elementos suficientes para determinar se a situação configura uma falta grave capaz de resultar na revogação de uma eventual prisão domiciliar.
Em manifestação protocolada nesta quinta-feira, 25, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o momento ainda não é adequado para um posicionamento definitivo sobre o caso. "Sugere-se, assim, que se aguarde a conclusão das investigações a fim de se permitir um juízo final e mais abrangente sobre os fatos", escreveu Gonet no documento. A PGR argumenta que uma avaliação precipitada poderia comprometer a análise completa dos fatos.
O entendimento do órgão é de que somente após o encerramento das investigações será possível emitir um parecer conclusivo sobre as implicações jurídicas da posse da arma por Bolsonaro. O posicionamento da PGR demonstra que a questão ainda está em aberto no âmbito jurídico. Enquanto as investigações prosseguem, permanece indefinido se a situação terá consequências mais graves para o ex-presidente, incluindo eventual impacto sobre condições impostas pela Justiça.