
Trabalhadores da saúde mobilizados em resposta a um surto de Ebola - Foto: Arlette Bashizi/The New York Times
A Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou de forma expressiva, nesta terça-feira (2), os dados sobre o surto de ebola na África central. O número de casos suspeitos caiu de 900 para 116, enquanto os casos confirmados chegaram a 330, sendo a maioria registrada na República Democrática do Congo (RDC). Em 31 de maio, a OMS registrou 116 casos suspeitos do vírus na RDC, uma redução considerável em relação aos 906 relatados no final da semana anterior.
Ao todo, 321 casos foram confirmados no país, com 48 mortes registradas. Na vizinha Uganda, nove casos foram confirmados, resultando em uma morte. A explicação para a queda no número de casos suspeitos foi dada pelo porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. Segundo ele, embora alguns casos suspeitos tenham sido confirmados, muitos outros "foram descartados" após se constatar que os pacientes apresentavam outras doenças com sintomas iniciais semelhantes ou febre não relacionada ao ebola.
Lindmeier também esclareceu o critério adotado pela organização durante o surto: "qualquer pessoa detectada por meio de vigilância ou que procure um centro de saúde com sintomas que possam ser semelhantes aos do ebola" é considerada um caso suspeito enquanto aguarda os resultados dos testes. O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio na província de Ituri, uma região marcada por conflitos no nordeste da RDC, país com mais de 100 milhões de habitantes e um dos mais pobres do mundo. Ainda assim, acredita-se que o vírus já estivesse se espalhando silenciosamente por semanas antes dessa data.
O ebola é transmitido por contato próximo e fluidos corporais, podendo causar febre hemorrágica com alto potencial letal. A OMS segue monitorando a situação de perto, com atenção especial à região de Ituri, onde o contexto de conflito dificulta o controle da doença.