Árbitro barrados nos EUA é recebido como herói na Somália

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Barrado pelos EUA por suspeita de ligação com terrorismo, o árbitro somali Omar Artan voltou ao país entre aplausos e bandeiras nacionais
O sonho de ver o primeiro árbitro somali em uma Copa do Mundo terminou na fronteira americana. Omar Artan, escalado pela FIFA para apitar na Copa do Mundo de 2026, teve sua entrada negada nos Estados Unidos. Apesar do revés, o povo somali transformou seu retorno ao país em uma celebração de orgulho nacional no Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio.
Omar Artan foi barrado logo após pousar no Aeroporto Internacional de Miami. A justificativa do governo norte-americano surpreendeu o mundo esportivo: um porta-voz do Departamento de Estado declarou que o árbitro "é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas", argumento que "inabilita o viajante para ser admitido nos Estados Unidos". Diante do veto, a FIFA confirmou que ele está fora do quadro de arbitragem do torneio, que teve início nesta quinta-feira (11). A presença de Omar Artan entre os 52 árbitros selecionados para a Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá, representava um marco histórico para a Somália.
Em abril, o presidente somali Hassan Sheikh Mohamud havia destacado que o profissional serve como símbolo de inspiração para a nova geração do país. A quebra desse sonho gerou forte comoção popular. Mais de 100 torcedores lotaram os arredores da área VIP do principal aeroporto da capital somali. A multidão agitou bandeiras nacionais e aplaudiu o desembarque do voo da Turkish Airlines. "Ele foi tratado de forma tão injusta que isso machuca qualquer pessoa preocupada com a humanidade", declarou Mohamed Said, funcionário do governo.
Eleito o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, Omar Artan não se deixou abater pelo episódio e já projeta o futuro com determinação. "Estarei na próxima Copa do Mundo e continuarei fazendo com que a Somália se orgulhe... Apesar do que aconteceu comigo, não estou desmotivado", declarou o árbitro à imprensa. Recebido como verdadeiro herói em seu retorno, Omar Artan agora direciona suas energias para garantir sua presença na edição de 2030 do Mundial.