Metrô de BH chega a R$ 6 com alta de 233% a partir de julho

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Tarifa do metrô de BH sobe para R$ 6 a partir de 1º de julho, acumulando alta de 233% desde 2019, quando o bilhete custava R$ 1,80.
A tarifa do metrô que conecta Belo Horizonte a Contagem, na Região Metropolitana, será reajustada para R$ 6 a partir desta quarta-feira (1º/7). O reajuste foi aprovado e publicado pelo governo de Minas Gerais no último sábado (27/6), consolidando um acumulado de alta de 233% em apenas sete anos. Em 2019, quando o sistema ainda estava sob a gestão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o bilhete custava R$ 1,80.
O aumento de 233% registrado desde então é mais de quatro vezes superior à inflação oficial no mesmo período. O IPCA entre janeiro de 2019 e maio de 2026 foi de 49,8%, índice utilizado pelo IBGE para medir a inflação oficial do país. O principal fator por trás da escalada de preços foi o processo de privatização do sistema. Enquanto operado pela estatal CBTU, o metrô de BH funcionou por anos com tarifas subsidiadas pelo governo federal, o que mantinha o valor congelado em R$ 1,80. Com a concessão da rede à iniciativa privada, o contrato passou a prever reajustes anuais baseados em índices inflacionários e nos custos operacionais, com o objetivo de financiar obras de modernização e a expansão da aguardada Linha 2, que chegará ao Barreiro.
Histórico de reajustes da tarifa
- 2019 (início do ano): R$ 1,80 — tarifa congelada sob gestão da antiga CBTU
- 2019 (final do ano): início dos reajustes escalonados, que levaram a passagem a R$ 4,25 em 2021
- 2023 (pós-privatização): R$ 5,30
- 2024: R$ 5,50
- 2025: R$ 5,80
- 2026: R$ 6,00
Com o novo valor, Belo Horizonte segue como a segunda capital com a tarifa de metrô mais cara do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde o modal custa R$ 7,90. Vale destacar, no entanto, que os trilhos na capital fluminense somam mais de 50 km de extensão, enquanto o percurso entre a estação Vilarinho, em BH, e Novo Eldorado, em Contagem, é de 29,8 km. O cenário reforça o debate sobre o impacto da privatização no bolso do usuário e sobre a relação entre os reajustes tarifários e os investimentos prometidos para a expansão e modernização do sistema metroviário da capital mineira.