Testemunha relata pânico após queda de jovem em salto sem corda

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Testemunha relata pânico após estudante ser lançada de ponte sem equipamento de segurança em Cordeirópolis, SP
A Polícia Civil investiga a morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após ela ser lançada de uma ponte sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump em Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O caso foi exibido pelo Fantástico neste domingo (14), que trouxe o relato de uma testemunha que presenciou o momento do acidente.
Segundo Higor Diniz, que estava no local no momento da tragédia, o desespero foi imediato entre as pessoas presentes assim que perceberam que Maria Eduarda havia saltado sem o equipamento de segurança. "Na hora que aconteceu tudo, deu para escutar o pessoal no fundo perguntando: "cadê a corda? Tá sem corda". Eles não sabiam o que responder. Todos que estavam lá ficaram em pânico e não sabiam o que responder", relatou Higor.
Maria Eduarda caiu de uma altura de cerca de 40 metros após ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que três instrutores erguem a estudante e a arremessam da estrutura sem que a corda de segurança estivesse presa ao seu corpo. O rope jump é uma modalidade que utiliza cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda realiza um movimento de balanço, semelhante a um pêndulo — diferente do bungee jump, modalidade mais conhecida, em que a corda elástica faz a pessoa cair e quicar repetidas vezes.
Três dos seis responsáveis pelo evento permanecem presos e são investigados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte mesmo sem intenção direta. Em depoimentos exibidos pela reportagem, os instrutores afirmaram não se lembrar de quem era a responsabilidade pela instalação e conferência do equipamento de segurança antes do salto de Maria Eduarda.
Além disso, a Polícia Civil também investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento da atividade. O equipamento ainda não foi localizado pelas autoridades. O corpo da jovem foi sepultado neste domingo (14) em Jandira, na Grande São Paulo. O caso segue sob investigação, com as autoridades buscando esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Maria Eduarda e identificar os responsáveis pela falha no protocolo de segurança durante o salto.