Deputado propõe lei para normas de segurança após tragédia

Foto: Reprodução
Deputado propõe normas de segurança para rope jumping após morte de jovem de 21 anos arremessada de ponte sem corda
Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, arremessada de uma ponte sem corda durante a prática de rope jumping, um deputado federal protocolou um projeto de lei para alterar as regras do esporte em homenagem à jovem. A tragédia ocorreu na Ponte do Esqueleto, de onde ela caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros, sofrendo politraumatismo e não resistindo aos ferimentos no local.
A iniciativa partiu do deputado Capitão Alden (PL-BA), que propõe mudanças na Lei Geral do Esporte e a criação de normas de segurança específicas para esportes radicais. O projeto foi batizado de Lei Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em homenagem à vítima. Antes do acidente, Maria Eduarda chegou a publicar nas redes sociais uma foto da Ponte do Esqueleto, brincando: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?".
A mãe da jovem também se manifestou publicamente sobre a perda da filha, lamentando com as palavras "Maldita corda". Pela proposta, empresas que oferecem atividades como rope jumping, bungee jumping, rapel, saltos e escaladas terão 180 dias para se adequar às novas exigências. Entre as principais mudanças estão a supervisão obrigatória de técnicos qualificados e a adoção do sistema de dupla verificação. Segundo o projeto, antes do início de qualquer atividade de risco, dois operadores distintos deverão emitir, obrigatoriamente, um parecer formal registrado, atestando que todos os equipamentos estão devidamente instalados e em condições seguras de uso. A medida busca evitar que tragédias como a de Maria Eduarda se repitam.