Marcilio Alves: ''As marcas também estão disputando a Copa''

Marcilio Alves: ''As marcas também estão disputando a Copa: alguns destaques que merecem sua atenção''
Enquanto a bola rola nos gramados, empresas apostam em marketing em tempo real, experiências, colecionáveis e ações criativas para conquistar o ativo mais valioso do Mundial: a atenção do público
A Copa do Mundo 2026 ainda está na primeira fase, mas a disputa pela atenção dos torcedores já tem seus vencedores. Mais do que um evento esportivo, o Mundial se consolidou como uma vitrine global para marcas, tendências de consumo e novas formas de comunicação. E alguns movimentos já chamam a atenção.
Separei alguns destaques de marketing da Copa do Mundo 2026 além daqueles que você já viu por aí.
1. Marketing em tempo real venceu grandes campanhas

Crédito Imagem: GKPB - Geek Publicitário
As marcas mais ágeis tiveram mais destaque do que algumas patrocinadoras oficiais. O fenômeno "Cadê o Endrick?" gerou uma onda de memes e conteúdos espontâneos, com participação de marcas como Netflix, Duolingo, Domino's e Neosaldina. A conversa cultural se mostrou mais poderosa do que anúncios tradicionais. O marketing de oportunidade continua sendo uma das armas mais fortes das redes sociais.
2. Levi's transformou uma restrição em campanha viral

Crédito Imagem (SFGATE)
Por exigência da FIFA, o nome do estádio Levi's, em Santa Clara, precisou ser coberto. A marca aproveitou o "apagamento" para criar uma campanha bem-humorada, usando os panos brancos no formato do famoso logo "batwing". A ação viralizou e gerou milhões de visualizações. Ou seja, algumas limitações podem se transformar em verdadeiros ativos criativos.
3. A Copa virou palco para marcas de beleza masculina

Crédito Imagem: (campaignme)
O futebol deixou de ser território exclusivo de cervejas e refrigerantes. Pela primeira vez, empresas de skincare e grooming ganharam protagonismo no Mundial. Clear Men, Paula's Choice, Vichy e Dove estão utilizando jogadores e criadores de conteúdo para aproximar o universo da beleza do público masculino e da geração Z.
4. Experiências valem mais do que mídia

Créditos/Imagem: (Town & Country)
A Burberry, marca que eu sou fã, criou um "takeover" de um tradicional bar de Nova York para celebrar a estreia da Inglaterra, misturando moda, futebol e lifestyle. O espaço virou ponto de encontro, produção de conteúdo e relacionamento.
5. Marcas criam coleções para engajarem fãs na Copa

Crédito Imagem (Meio e Mensagem)
Outra tendência que ganhou força nesta Copa é a aposta em produtos colecionáveis. Marcas como Budweiser, Lego, Motorola, Panini e Rexona lançaram edições especiais inspiradas no Mundial, transformando produtos em objetos de desejo e incentivando a recompra. Em um ambiente de excesso de estímulos digitais, os itens físicos voltam a desempenhar um papel importante na construção de vínculos emocionais com os consumidores.
A disputa mais importante: a atenção
Acredite, a principal disputa desta Copa não acontece apenas dentro dos estádios. Ela acontece na atenção das pessoas. E, até aqui, as marcas que entenderam isso estão saindo na frente. Se existe uma lição deixada pela primeira fase da Copa do Mundo 2026, ela é clara: tamanho e orçamento já não garantem protagonismo. Velocidade, criatividade, experiência e capacidade de participar da cultura em tempo real parecem ser os verdadeiros diferenciais.
Afinal, em uma Copa do Mundo, nem tudo acontece dentro das quatro linhas.
Vamos Refletir?
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