Quaest: Lula abre vantagem entre eleitores independentes

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - © Frame Canal GOV
Pesquisa Quaest mostra Lula crescendo 8 pontos entre independentes, enquanto Flávio Bolsonaro recua 7 no mesmo grupo
Na mais recente pesquisa Quaest, o presidente Lula saiu do empate técnico e abriu uma vantagem de seis pontos sobre Flávio Bolsonaro na corrida pela sucessão presidencial. O dado mais relevante, no entanto, está no comportamento do eleitorado independente, grupo que representa cerca de um terço do eleitorado brasileiro e que deve ser decisivo na próxima eleição. Entre os eleitores que não têm identificação com nenhum dos polos ideológicos, Lula cresceu oito pontos percentuais em apenas um mês: foi de 29% para 37%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, recuou sete pontos nesse mesmo grupo, caindo de 31% para 24%.
O movimento coincide com o impacto do caso Master e com a ameaça do tarifaço do governo Trump, que parecem ter influenciado a percepção desse eleitorado disputado. Os dados da Quaest também revelam um desgaste considerável para Flávio Bolsonaro no que diz respeito ao pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o pai. A maioria dos entrevistados avalia que o filho do ex-presidente errou ao fazer essa solicitação.
Além disso, 60% dos brasileiros consideram que as conversas reveladas "levantam suspeitas", e 58% desconfiam que Flávio esconde ilegalidades cometidas no âmbito do caso Master. O cenário se complica ainda mais quando se observa o nível de conhecimento da população sobre os vínculos de Flávio com Vorcaro. A pesquisa aponta que apenas 55% dos brasileiros afirmam conhecer essa relação, o que significa que 44% do eleitorado ainda não formou opinião sobre o assunto. Esse contingente expressivo representa tanto uma oportunidade quanto um risco, já que Lula ainda tem margem para moldar a percepção desse grupo antes do pleito. A quatro meses da eleição, a disputa pelo voto independente se consolida como o principal campo de batalha entre os dois candidatos. Esse eleitor, que não nutre simpatia por nenhum dos extremos do espectro político, segue sendo o elemento central para qualquer estratégia de vitória.