Junho Laranja alerta para sinais da leucemia, o câncer mais comum na infância e adolescência

Criança em tratamento contra o câncer, como a leucemia - Foto: Reprodução/Freepik
Leucemia é o câncer mais frequente entre crianças e adolescentes; especialistas alertam para sinais que podem passar despercebidos
O cansaço excessivo, a palidez e as infecções frequentes costumam ser associados a problemas comuns do cotidiano. No entanto, em alguns casos, esses sintomas podem indicar leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas e que é o mais frequente entre crianças e adolescentes.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 12.220 novos casos de leucemia por ano no triênio 2026-2028. A doença ocorre quando células anormais se desenvolvem na medula óssea e comprometem a produção normal dos componentes do sangue.
Durante o Junho Laranja, campanha voltada à conscientização sobre doenças hematológicas, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes.
Sintomas que podem ser confundidos
Os sintomas mais comuns da leucemia incluem cansaço intenso, palidez, febre persistente, infecções frequentes, sangramentos, manchas roxas pelo corpo, perda de peso sem causa aparente, suor noturno excessivo e aumento dos gânglios linfáticos.
Anemia x Leucemia
A leucemia pode causar anemia porque as células doentes ocupam a medula óssea e reduzem a produção normal dos glóbulos vermelhos. Nesses casos, além do cansaço e da palidez, podem surgir outros sinais de alerta, como perda de peso inexplicada, febre persistente, infecções recorrentes, sangramentos e alterações no hemograma.
Diagnóstico precoce é essencial
O principal exame para levantar a suspeita da doença é o hemograma. Quando são identificadas alterações nas células sanguíneas, exames complementares podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e definir o tipo de leucemia.
Avanços no tratamento
Nos últimos anos, os avanços científicos ampliaram as possibilidades de tratamento da leucemia. Entre as novidades estão terapias-alvo, anticorpos monoclonais, técnicas mais modernas de transplante de medula óssea e a terapia celular CAR-T, considerada uma das estratégias mais inovadoras no combate aos cânceres hematológicos.
Esse tratamento utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório para reconhecer e atacar as células cancerosas, com resultados promissores em pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais.
Pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada e que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva passarão a contar com uma nova alternativa terapêutica na rede pública. Em portaria publicada pelo Ministério da Saúde, foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina. A nova opção deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias, conforme prevê a legislação federal, seguindo recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Doação de sangue e medula óssea
Além da conscientização sobre os sintomas, o Junho Laranja também chama a atenção para a importância da doação de sangue e do cadastro de voluntários para doação de medula óssea. Pacientes com leucemia frequentemente dependem de transfusões durante o tratamento e, em muitos casos, necessitam de transplante para alcançar a cura.