Filho com esquizofrenia decapita a própria mãe em BH

Mãe foi assassinada pelo filho dentro de casa
Filho com esquizofrenia confessou o crime em choro e disse que pensou em tirar a própria vida após matar Jussara em BH
Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, foi morta pelo próprio filho de 27 anos durante a noite do domingo e a madrugada desta segunda-feira (22), no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O jovem, que tem esquizofrenia, utilizou uma faca de cozinha para cometer o crime e foi encontrado pela Polícia Militar no apartamento onde os dois estavam trancados há cerca de três dias.
Conforme apuração da Itatiaia, vizinhos do condomínio onde o crime aconteceu já haviam notado a ausência de Jussara havia alguns dias. A Polícia Militar (PM) precisou arrombar a porta do apartamento e encontrou o autor em pé, de frente para a porta, enquanto o corpo da mãe estava sem a cabeça. Ele estava sem camisa e confessou como assassinou Jussara. "Ele depois chorou, mas falou que já havia feito e disse que pensou em tirar a própria vida", disse o Sargento Ellys à Itatiaia. O filho de Jussara foi preso no local do crime e encaminhado para o Hospital Odilon Behrens.
"Ela amava ele", diz irmão
O irmão de Jussara, que não será identificado, descreveu a vítima como uma mulher dedicada e amorosa. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que a irmã sempre foi uma referência de mãe para os dois filhos. "Minha irmã é super gente boa, popular, comunicativa, trabalhadora, mãezona e dava a vida pelos filhos", afirmou o homem.
Segundo o tio do autor, ele tomou conhecimento sobre o quadro de esquizofrenia do sobrinho por meio da própria irmã. De acordo com o relato, o filho teria adoecido após um período em que viveu em Portugal com o pai.
O irmão de Jussara revelou ainda que, cerca de duas semanas antes do crime, um episódio de violência já havia dado sinais do perigo. O filho teria revirado a casa e trancado a mãe do lado de fora em uma noite fria. Ao chegar para socorrê-la, o irmão tentou acionar a polícia, mas foi impedido pela própria Jussara, que queria proteger o filho. "Quando eu estava acionando o 190 para vir ajudar, ela tomou o celular da minha mão. No mesmo instante em que ela se sentiu protegida pela chegada da polícia, ela já sentiu compaixão do menino", revelou o irmão.
Apesar do comportamento do filho, o tio ressalta que Jussara nunca deixou de acreditar na recuperação dele ou de oferecer carinho. "O que eu tenho que dizer é o seguinte: o papel de mãe foi bem desempenhado lá", concluiu.