Jovem Aprendiz bate recorde com 726 mil contratos ativos

© Paulo Pinto/Agência Brasil
Brasil registra melhor desempenho histórico no programa de Jovem Aprendiz, com 726.025 contratos ativos em abril de 2026
O Brasil alcançou um novo recorde histórico no programa de Jovem Aprendiz, com um saldo positivo de 54.821 jovens inseridos no mercado de trabalho entre janeiro e abril de 2026. Em abril, o estoque de contratos ativos chegou a 726.025 trabalhadores na faixa etária entre 14 e 24 anos, superando a marca anterior de 715 mil pessoas e representando o melhor desempenho já registrado na série histórica. Os dados são provenientes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), órgão responsável por fiscalizar e acompanhar o cumprimento da Lei da Aprendizagem. O saldo positivo corresponde à diferença entre admissões e desligamentos no período analisado.
Do total de novos contratos abertos no quadrimestre, a Indústria liderou com folga, seguida por outros setores da economia:
- A Indústria foi responsável pela abertura de 35.751 contratos, consolidando-se como o principal empregador de jovens aprendizes no período.
- O setor de Serviços registrou 7.613 novos contratos, ocupando a segunda posição no ranking.
- O Comércio contribuiu com 5.056 novas vagas, enquanto a Construção Civil ficou muito próxima, com 5.050 contratos.
- A Agropecuária fechou o grupo com 1.351 novos postos de trabalho para jovens aprendizes.
As áreas que mais concentraram essas vagas foram serviços administrativos, com 24.943 contratos, e produção de bens e serviços industriais, com 11.902. Somente em abril, o saldo de novos contratos foi de 8.772, sendo 2.733 deles abertos na Indústria, seguida pelo Comércio (2.547), Serviços (2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária (647).
Podem se inscrever nos programas de Jovem Aprendiz pessoas com idade entre 14 e 24 anos incompletos. Aqueles que ainda não concluíram a educação básica devem estar obrigatoriamente matriculados e frequentando o ensino fundamental ou médio. A contratação não pode ocorrer de forma isolada pela empresa. O jovem deve estar vinculado a um curso de aprendizagem profissional oferecido por uma entidade formadora reconhecida e cadastrada no MTE, como o Sistema S — que inclui Senai, Senac e Senat —, escolas técnicas ou organizações sem fins lucrativos. O recorde registrado em abril de 2026 reforça a expansão contínua do programa de Jovem Aprendiz no Brasil, com a Indústria como principal vetor de geração de vagas e os serviços administrativos como a área de maior absorção desses trabalhadores.