Jaques Wagner é defendido pelo PT após ação da PF

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PT declara confiança em Jaques Wagner, apontado pela PF como "beneficiário central" de vantagens do Banco Master
O Partido dos Trabalhadores (PT) saiu em defesa do senador Jaques Wagner (BA) após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master. A corporação apontou o parlamentar como "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou ter confiança de que o correligionário "esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência".
O diretório baiano do PT, por sua vez, reafirmou "total e plena confiança nas condutas do senador". A PF investiga a atuação parlamentar de Jaques Wagner em temas de interesse do Banco Master. Ao solicitar autorização para realizar buscas em endereços do senador, a corporação afirmou que o parlamentar manteve interlocução direta com o empresário Augusto Lima durante a tramitação de propostas no Congresso Nacional sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além de durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília.
Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão: - O pagamento de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, para o qual a PF identificou uma mensagem em que Jaques Wagner envia a Lima detalhes sobre o imóvel: "A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 milhões", escreveu ele, em novembro de 2024. - Ingressos no valor de R$ 63,3 mil para o show de uma cantora internacional realizado na Califórnia.
Em mensagem de novembro de 2023, o senador questiona Lima sobre os "ingressos de sábado", ao que o empresário responde: "Pronto amigo. Seguem os dois. Abs". - O uso gratuito de aeronaves ligadas a Lima. Em um dos voos, ocorrido em outubro de 2023, o empresário colocou um jatinho à disposição de Jaques Wagner para que ele viajasse com a família de Salvador à "Ilha da Paixão", propriedade que pertencia ao ex-sócio do Master. O ponto de conexão de Jaques Wagner com o caso Master se dá por meio do empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do banco e também alvo da operação desta quinta-feira.
Líder do governo no Senado, Wagner sempre negou ter qualquer relação com as "falcatruas" do Banco Master — como ele mesmo denominou o esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição financeira, em fevereiro deste ano. A operação da PF investiga a atuação de Jaques Wagner em três momentos distintos ligados a temas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional, incluindo votações sobre crédito consignado, o limite de cobertura do FGC e a fiscalização parlamentar sobre a aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília. O PT segue firme na defesa do senador, enquanto as investigações da Polícia Federal avançam sobre os supostos benefícios recebidos por Jaques Wagner e sua relação com o empresário Augusto Lima e o Banco Master.