Irã vai reclamar à Fifa por restrições na Copa

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Federação iraniana denuncia impedimentos logísticos e de vistos que prejudicam a preparação da seleção para a Copa do Mundo de 2026
A Federação Iraniana de Futebol (FIF) anunciou que apresentará uma queixa formal à Fifa em razão das "restrições" que, segundo a entidade, estão sendo "impostas" à seleção iraniana durante a Copa do Mundo de 2026. De acordo com um representante da equipe, divulgado na quinta-feira (18), essas limitações impedem o time de se preparar adequadamente para o confronto contra a Bélgica. O Irã enfrenta uma série de obstáculos logísticos no torneio.
Parte da comissão técnica não recebeu vistos para entrar nos Estados Unidos, e a delegação afirma que só está autorizada a chegar a Los Angeles "um dia antes da partida", ao contrário das demais seleções, que costumam dispor de dois dias para se instalar e treinar no local do jogo — prazo que o Irã também havia solicitado formalmente. Em comunicado oficial, o dirigente da federação avaliou que essas "restrições são contrárias ao princípio de igualdade de condições para todas as seleções participantes e correm o risco de prejudicar a preparação".
A nota ainda acrescentou: "Consequentemente, a federação expressará oficialmente seu descontentamento e apresentará uma queixa formal à Fifa pelos canais apropriados". O clima de insatisfação já havia se manifestado publicamente na segunda-feira, quando o técnico Amir Ghalenoei, após o empate em 2 a 2 no primeiro jogo do Irã no torneio contra a Nova Zelândia, disputado em Los Angeles, declarou que sua equipe era "a mais maltratada de toda a Copa do Mundo". A seleção iraniana havia solicitado permissão para chegar a Los Angeles na sexta-feira, com o objetivo de se preparar para a partida contra a Bélgica, prevista para o domingo às 16h00. Segundo o comunicado da federação, esse "pedido foi novamente rejeitado", reforçando a percepção de tratamento desigual em relação às outras equipes participantes do Mundial.