EUA atacam radares do Irã e derrubam drones

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Alex Brandon / Pool
EUA derrubam quatro drones iranianos e atacam radares no Irã em "legítima defesa", enquanto Teerã dispara tiros de aviso no Estreito de Ormuz.
O Exército dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (5) que bombardeou, em "legítima defesa", dois radares no Irã após derrubar quatro drones iranianos que, segundo a Casa Branca, representavam uma ameaça ao tráfego marítimo civil na região do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a operação em comunicado oficial, informando que os drones iranianos foram abatidos antes de atingir qualquer alvo e que, em seguida, forças americanas atacaram instalações de radar de vigilância costeira iranianas nas localidades de Goruk e arredores.
No dia seguinte, neste sábado (6), no horário local, a agência iraniana Mehr noticiou que o Irã disparou diversos tiros nos arredores do Estreito de Ormuz como um "aviso". Segundo a agência, os disparos poderiam estar relacionados ao reposicionamento de navios dos EUA na região. O alvo dos disparos iranianos estava no mar, próximo à Ilha de Larak, uma pequena ilha localizada na costa da estratégica cidade portuária iraniana de Bandar Abbas.
Em teoria, há um cessar-fogo em vigor entre os dois países. Os Estados Unidos, no entanto, já haviam realizado quatro ataques terrestres em território iraniano no início desta semana, o que evidencia a fragilidade da trégua estabelecida entre as duas nações. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que o Irã, apesar dos ataques sofridos, ainda mantém parte de sua capacidade balística. "Eles têm alguns mísseis, têm alguns drones. Eu diria, em termos percentuais, talvez 21% ou 22% dos seus mísseis", disse o republicano em entrevista à NBC News. A situação permanece tensa na região, com ações militares de ambos os lados colocando em xeque o cessar-fogo vigente e elevando o risco de um novo escalada do conflito no Oriente Médio. *Com informações da AFP.