Irã acusa EUA de negar vistos para Copa

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Embaixada iraniana classifica recusas como "o mais alto nível de discriminação intencional" contra membros da delegação
O Irã denunciou neste sábado (6) um "tratamento discriminatório" após os Estados Unidos negarem vistos para a Copa do Mundo a vários integrantes da comissão técnica da seleção nacional. Na sexta-feira, os EUA haviam informado que os vistos dos jogadores tinham sido concedidos, mas a situação para outros membros da delegação permaneceu diferente. A embaixada iraniana na Turquia reagiu publicamente à declaração do embaixador americano Tom Barrack, que anunciou que os jogadores e a "comissão técnica necessária" haviam recebido os vistos para entrar nos Estados Unidos.
Em resposta, a representação diplomática do Irã questionou no Facebook: "Por que vocês não dizem que os vistos foram negados à maior parte da diretoria e da comissão técnica, a assessores técnicos e a outras pessoas essenciais para a seleção?", classificando as recusas como "o mais alto nível de discriminação intencional" contra o Irã. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, "mais de uma dúzia de membros da equipe de apoio esportivo e médico da seleção" tiveram os vistos negados. Entre os afetados está o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.
A incerteza em relação à concessão dos vistos obrigou a seleção iraniana a transferir sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, onde a equipe deve chegar no domingo. O Irã foi um dos primeiros países a se classificar para a Copa do Mundo, mas sua participação passou a ser questionada após o início dos ataques aéreos israelenses e americanos contra o país em 28 de fevereiro.