IPP recua 0,30% em maio, diz IBGE

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O IPP registrou queda de 0,30% em maio, após alta de 2,62% em abril, com destaque para o recuo nos preços de alimentos, açúcar e café.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que abrange os preços da indústria extrativa e de transformação, registrou queda de 0,30% em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de abril foi revisada de uma elevação de 2,63% para um avanço de 2,62%.
O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem a incidência de impostos e fretes, abrangendo a indústria extrativa e 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado de maio, o IPP acumulou alta de 4,80% no ano e aumento de 1,99% em 12 meses.
Ao se considerar apenas a indústria extrativa, houve recuo de 5,90% em maio, após alta de 4,86% registrada em abril. Já a indústria de transformação apresentou variação negativa de 0,01% no mesmo período, ante elevação de 2,50% em abril.
Os preços médios dos alimentos recuaram 2,05% em maio na comparação com abril, segundo o IPP. Com isso, após dois meses consecutivos de variações positivas na comparação mensal, o acumulado no ano — que estava em 2,37% em abril — caiu para 0,27%. A variação anual permaneceu no campo negativo, passando de -6,96% em abril para -7,84% em maio, configurando o nono mês consecutivo de recuo.
O setor de alimentos é o de maior peso na indústria brasileira e, no caso do IPP, sua contribuição em maio foi de 23,09%. Quatro produtos tiveram as maiores influências para o resultado na passagem de abril para maio: açúcar VHP (very high polarization), leite esterilizado/UHT/Longa Vida, café torrado e moído, e açúcar cristal. De acordo com o IBGE, o recuo nos preços dos açúcares está relacionado ao avanço da safra da cana-de-açúcar e à apreciação do real frente ao dólar, de 1% na comparação mensal e de 8,6% no acumulado do ano.
Em relação ao café, o período da colheita dos grãos, somado à valorização do real, também explica a queda no preço do produto. No caso do leite, o comportamento disseminado de redução dos preços entre as empresas foi justificado "ora por uma baixa no preço do leite cru, ora por oportunidades específicas de mercado". O resultado do IPP em maio, com queda de 0,30%, contrasta com o avanço de 2,62% registrado em abril, sinalizando uma desaceleração nos preços ao produtor na indústria brasileira.