Caso Gritzbach: Júri de PMs acusado de matar delator do PCC é anulado

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC)
Sessão foi encerrada após defensor deixar o plenário durante discussão; novo julgamento terá data marcada pela Justiça de SP
O julgamento dos policiais militares acusados de participar da execução do delator do PCC Vinicius Gritzbach e do motorista Celso de Novais foi anulado na noite desta segunda-feira (22). O caso envolve o assassinato ocorrido em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A sessão teve início na manhã desta segunda-feira, com sete testemunhas ouvidas ao longo de aproximadamente nove horas. No entanto, durante o depoimento da sétima testemunha, um policial militar, os defensores dos três réus e o promotor entraram em discussão sobre um assunto sem relação com o processo.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, um dos defensores deixou o plenário durante a confusão, o que levou o juiz a dissolver o conselho de sentença. Com isso, o julgamento foi inteiramente anulado, e uma nova data deverá ser marcada para que o processo recomece do zero.
Os três réus são os policiais militares Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro, todos acusados de participação na execução de Gritzbach.
Antônio Vinicius Gritzbach era investigado por lavagem de dinheiro do PCC e havia firmado acordo de delação premiada com as autoridades. Ele foi morto a tiros na área de desembarque do aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. Além de Gritzbach, o motorista Celso de Novais também morreu no ataque, e outras duas pessoas ficaram feridas.
O caso Gritzbach ganhou grande repercussão por envolver a morte de um delator do PCC dentro de um dos principais aeroportos do país, além de apontar para o envolvimento de agentes de segurança pública no crime.
Com a anulação do julgamento, o processo retorna à estaca zero, e a nova data para o júri ainda será definida pela Justiça de São Paulo.