Invasão em sistema da Defesa Civil atingiu 30 milhões de pessoas

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Falsos alertas da Defesa Civil atingiram cerca de 30 milhões de pessoas em sete estados e no Distrito Federal na madrugada de sábado
Cerca de 30 milhões de pessoas distribuídas em sete estados e no Distrito Federal receberam mensagens falsas disparadas após a invasão do sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil. Os alertas foram enviados entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20), e continham termos como "misantropia" e "invasão alienígena".
Segundo a Agência Brasil, as mensagens chegaram a moradores das seguintes cidades:
- Belo Horizonte (MG), onde milhares de moradores foram surpreendidos pelo alerta sonoro inesperado durante a noite
- Brasília (DF) e Campo Grande (MS), que também registraram o recebimento em massa das notificações falsas
- Curitiba (PR), que foi a primeira cidade a receber o alerta disparado pelos invasores do sistema
- Rio Branco (AC) e Rio de Janeiro (RJ), incluídas na sequência de envios fraudulentos
- Salvador (BA) e São Paulo (SP), encerrando a lista de capitais atingidas pela ação
Além das capitais, alertas também foram enviados para outros municípios nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance da invasão.
Em entrevista coletiva, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, confirmou que, durante a invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, foram emitidas dez diferentes tipos de notificações. "Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast [sistema implantado em 2025] e uma pelo sistema SMS [sistema utilizado desde 2014 e substituído no ano passado]", afirmou Wolff.
De acordo com o secretário, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba e, pouco depois, moradores de outros estados passaram a receber as mensagens. A suspeita é de que a invasão tenha ocorrido diretamente na plataforma da Defesa Civil nacional, responsável pela emissão dos alertas oficiais. A investigação sobre a autoria do ataque está sendo conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a equipe técnica da Defesa Civil. Segundo Wolff, as apurações vão determinar se as mensagens foram enviadas por uma única pessoa ou por um grupo articulado.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também está investigando o caso. Em nota, a Anatel informou que, ao que se sabe até o momento, "os alertas em questão não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações)". As autoridades seguem apurando as circunstâncias da invasão, enquanto a população das cidades afetadas aguarda esclarecimentos sobre as falhas de segurança que permitiram o envio das mensagens falsas em larga escala.