Presidente eleito da Colômbia defende cooperação com o Brasil

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Presidente eleito da Colômbia defende cooperação com o Brasil e diz que seu governo não será guiado por ideologias
O presidente recém-eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, respondeu à mensagem de parabenização enviada pelo presidente Lula (PT) após sua vitória nas eleições colombianas. O novo líder de extrema direita defendeu um trabalho conjunto entre os dois países, pautado pelo respeito e pela soberania. Em publicação nas redes sociais, De la Espriella afirmou que o continente americano enfrenta problemas comuns de caráter transnacional, que só podem ser superados por meio de cooperação entre as nações. "O Brasil é nosso vizinho e nossos povos se unem", declarou o presidente eleito.
Segundo ele, essa união vai além dos desafios compartilhados e inclui virtudes culturais, históricas, ambientais e comerciais, reforçando a necessidade de cooperação entre os governos da região. De la Espriella também afirmou que não será guiado por ideologias durante seu mandato. "A Colômbia, em liberdade e ordem, sob meu mandato, buscará um único objetivo: cumprir a aliança com o Povo que, como eu disse em campanha, não é de ideologias, mas de extrema coerência, e isso inclui nossos vizinhos do Brasil, à frente de seu Presidente Lula."
Horas antes da resposta, Lula havia reconhecido a vitória do colombiano, classificando o processo eleitoral como uma expressão legítima da vontade popular. O presidente brasileiro também destacou que a amizade entre os dois países "transcendia ideologias", concluindo com um apelo: "Que sigamos trabalhando juntos em benefícios dos nossos povos". Lula ainda citou três desafios comuns às duas nações: a preservação da Amazônia, o enfrentamento da pobreza e o combate ao crime organizado. Com 99,91% das mesas apuradas, De la Espriella obteve 49,65% dos votos, contra 48,70% do candidato esquerdista Iván Cepeda. A diferença foi de aproximadamente 246 mil votos em um universo de pouco mais de 25 milhões de eleitores, conforme dados da contagem rápida realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
A vitória de De la Espriella encerra o primeiro governo de esquerda da história colombiana e inaugura uma transição brusca de orientação política. Entre suas promessas de campanha estão o corte de 40% do gasto público, o encerramento dos diálogos de paz com grupos armados iniciados pelo governo Petro, a construção de megapresídios nos moldes de El Salvador e a busca de apoio dos governos de Donald Trump e de Israel para operações militares contra o narcotráfico.
Ele foi eleito com o suporte do ex-presidente Álvaro Uribe e de partidos de centro-direita que não avançaram ao segundo turno. A eleição colombiana contou com um número recorde de observadores internacionais, incluindo representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE). O chefe da missão da OEA, o ex-presidente da República Dominicana Leonel Fernández, afirmou que não foi registrada qualquer suspeita de fraude no processo eleitoral.