Família suspeita que jornalista encontrada morta em Brasília teve mal súbito

Cristiane Sampaio - Imagem: Reprodução/Redes sociais
Jornalista Cristiane Sampaio, de 40 anos, foi encontrada morta em apartamento no DF; perícia aponta mal súbito como possível causa
A jornalista Cristiane Sampaio, de 40 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava em Brasília, no Distrito Federal, na manhã desta segunda-feira (8). Segundo o irmão dela, Davi Silva Sampaio, informações oficiais da perícia indicam que a possível causa da morte é um mal súbito.
Os familiares de Cristiane Sampaio viajaram a Brasília para acompanhar a liberação do corpo junto ao Instituto Médico Legal. Após a conclusão da documentação e dos trâmites necessários, o corpo deve ser encaminhado para Fortaleza, capital do Ceará, onde será realizado o enterro.
"Neste momento de profunda dor, a família e os amigos agradecem as inúmeras manifestações de solidariedade recebidas de amigos, colegas de profissão, entidades representativas, movimentos sociais e instituições públicas", disse a família, em nota.
Formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Cristiane Sampaio residia no Distrito Federal desde 2016 e atuava como produtora na TV Câmara. Antes de se mudar para o DF, trabalhou na TV Verdes Mares, afiliada da Globo, e exerceu a função de assessora de imprensa do Ministério Público no estado do Ceará.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF emitiram notas lamentando a morte de Cristiane Sampaio. Conhecida carinhosamente como Cris, ela ocupou o cargo de diretora do Sindicato por duas gestões consecutivas, entre 2019 e 2025, sempre dedicada à defesa da categoria e do jornalismo de qualidade.
"Cris, como era carinhosamente chamada, exerceu o cargo de diretora do Sindicato por duas gestões consecutivas (2019-2022 e 2022-2025), sempre empenhada na luta em defesa da categoria e do jornalismo de qualidade. Como jornalista, Cris ostentava três grandes características da nossa profissão: curiosidade, rigor jornalístico e humanidade. Como amiga e sindicalista, ela iluminava os espaços com seu companheirismo, coração grande e seu sorriso acolhedor", destacou trecho do texto.
A nota do sindicato também ressaltou a trajetória profissional de Cristiane Sampaio na capital federal: "Em Brasília desde 2016, destacou-se como setorista do Congresso Nacional pelo Brasil de Fato durante nove anos e, mais recentemente, integrava a equipe de produção da TV Câmara. No Ceará, sua terra natal, formou-se pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e deixou sua marca em veículos como o jornal O Globo e a TV Verdes Mares".
A morte de Cristiane Sampaio gerou grande comoção entre colegas de profissão, entidades representativas e movimentos sociais, que prestaram homenagens à jornalista reconhecida por sua dedicação ao jornalismo e ao sindicalismo.