Governo de MG diz que não haverá reajuste na tarifa após privatização da Copasa

Copasa
Grupo Equatorial assume controle da Copasa por R$ 5,59 bilhões; governo de MG garante estabilidade nas tarifas e continuidade da fiscalização
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), comemorou a conclusão do processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), realizada nesta terça-feira (16) na B3, em São Paulo.
O chefe do Executivo mineiro garantiu que a agência reguladora do estado seguirá fiscalizando os serviços, assegurando qualidade e estabilidade nas tarifas cobradas à população.
Simões foi enfático ao afirmar que não haverá alterações na formação dos preços das contas de saneamento. "As tarifas continuam sendo controladas pela agência reguladora. Não há nenhuma alteração na forma de formação do preço da conta que chega a cada um dos mineiros. Também não há nenhum prejuízo aos municípios", explicou o governador.
Com a conclusão da privatização, a Copasa passa a ter o Grupo Equatorial como investidor referência, ou seja, seu principal acionista. O grupo apresentou uma proposta de R$ 49,03 por ação da companhia, totalizando R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações da chamada alocação prioritária.
O processo foi encerrado após a oferta subsequente de ações ("follow-on"), que registrou forte demanda entre investidores e movimentou um total de R$ 8,3 bilhões.
O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda, assumiu o compromisso de ampliar os investimentos e acelerar a universalização do saneamento em Minas Gerais. "Vamos ampliar investimentos, acelerar a universalização e modernizar a operação. Um compromisso de longo prazo com Minas e com a sociedade mineira. Trabalharemos juntos, sempre com diálogo e transparência", disse Miranda.
A privatização da Copasa representa uma mudança significativa na gestão do saneamento em Minas Gerais, com o Grupo Equatorial assumindo o controle da companhia e prometendo modernizar suas operações.
O governo estadual reforça que a regulação tarifária permanece sob controle do Estado, garantindo que os consumidores mineiros não sejam impactados negativamente pela transição.