Moraes autoriza polícia a interrogar Bolsonaro sobre pistola em seu nome

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Alexandre de Moraes autorizou a polícia a interrogar Bolsonaro após apreensão de pistola registrada em seu nome em Brasília
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a polícia a interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana, após a apreensão de uma pistola registrada em seu nome, que estava em posse de um integrante de sua equipe de segurança durante uma blitz em Brasília. A arma foi apreendida na última segunda-feira durante uma abordagem policial na capital federal.
Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro será interrogado em sua residência na próxima terça-feira. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março, período em que se recupera de uma pneumonia — medida que será reavaliada na próxima semana.
O homem que portava a pistola se identificou como membro da equipe de segurança oficial de Bolsonaro e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente, sendo levada para reparo. Os advogados de Bolsonaro informaram ao tribunal que a pistola estava registrada legalmente em nome do ex-presidente e que era mantida em sua residência. A defesa alegou que, sem o conhecimento de Bolsonaro, a equipe de segurança retirou uma peça da arma para inutilizá-la, em razão das "medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário, capazes de afetar a sua cognição", conforme consta no documento entregue à corte.
Os advogados acrescentaram que Bolsonaro teria detectado um defeito no mecanismo da arma e a entregou a um suboficial do Exército para que fosse reparada. A defesa negou qualquer relação entre o episódio e o vencimento iminente da prisão domiciliar do ex-presidente.