Plenário do TSE analisa suspensão de pesquisa por Nunes Marques

Fachada do TSE | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
TSE analisa se mantém suspensão de pesquisa da AtlasIntel que apontou queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para 2026
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta terça-feira (9) se mantém a decisão liminar do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a corrida presidencial de 2026. A suspensão foi solicitada pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), após o levantamento apontar queda nas suas intenções de voto.
A medida foi adotada após representação do Partido Liberal, que questionou a metodologia utilizada pela AtlasIntel. A pesquisa em questão incluía, em uma de suas etapas, referências ao episódio envolvendo mensagens em que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para a produção do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao conceder a liminar, Nunes Marques apontou indícios de que o formato do questionário poderia influenciar as respostas dos entrevistados. Além de suspender a divulgação da pesquisa, o ministro determinou que a AtlasIntel apresentasse esclarecimentos sobre a metodologia adotada no prazo de dois dias. O caso será submetido ao plenário da Corte, composto pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.
Esta será a primeira vez, desde a posse de Nunes Marques na presidência do TSE, que os ministros se manifestarão sobre uma controvérsia ligada à disputa presidencial de 2026. O principal ponto em discussão é a sequência das perguntas apresentadas aos entrevistados. A AtlasIntel nega qualquer irregularidade e, em manifestação enviada à Justiça Eleitoral, afirmou que o questionário principal foi concluído antes da apresentação do conteúdo relacionado a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Segundo o instituto, o material foi exibido apenas em uma etapa posterior e facultativa da pesquisa, por meio da ferramenta Atlas VRC, utilizada para medir reações a conteúdos audiovisuais. A empresa sustenta que não houve indução dos entrevistados nem viés político na elaboração do levantamento e afirma confiar que a análise técnica do TSE confirmará a legalidade da metodologia empregada.