Trump diz que Irã abateu helicóptero dos EUA no Estreito de Ormuz

Boeing AH-64 Apache: helicóptero de ataque bimotor - Foto: Shutterstock
Trump afirma que o Irã derrubou o helicóptero AH-64 Apache durante patrulha; pilotos foram resgatados por drone e estão estáveis
Um helicóptero de ataque do Exército americano do tipo AH-64 Apache foi abatido na madrugada desta terça-feira (09/06) pelo Irã enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz, conforme declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Os dois pilotos da aeronave foram resgatados e estão fora de perigo. Trump fez o anúncio antes de embarcar no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, para retornar a Washington.
"Os iranianos abateram ontem à noite um de nossos altamente sofisticados helicópteros apaches enquanto patrulhava o Estreito de Ormuz", disse Trump, acrescentando que os EUA "precisam, por necessidade, responder a este ataque".
O Apache caiu por volta das 3h da manhã no horário local, o que corresponde a 20h da segunda-feira no horário de Brasília, nas proximidades da costa de Omã.
A informação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) à agência de notícias Reuters. Apesar da declaração de Trump apontar o Irã como responsável, o Centcom afirmou que a causa da queda ainda está sob investigação.
Os pilotos foram resgatados com sucesso por um drone de superfície da Marinha americana.
Trump afirmou que "ninguém se feriu", enquanto o Centcom adotou uma linguagem mais cautelosa, informando que os dois militares se encontravam em "condição estável".
O resgate por drone
O veículo utilizado na operação de resgate foi um Corsair da Marinha dos EUA, fabricado pela empresa Saronic. Trata-se de um veículo de superfície autônomo (ASV) de 7,3 metros, capaz de transportar até 454 kg por mais de 1.000 milhas náuticas.
"O drone os recolheu e os transportou para outro ponto na água, onde foram içados para um helicóptero para transporte posterior", explicou o capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central.
Segundo Hawkins, o drone foi escolhido para a missão devido à sua proximidade e capacidade operacional. A operação teria durado cerca de duas horas.
O resgate foi conduzido pela Força-Tarefa 59 da 5ª Frota dos EUA, unidade responsável por integrar sistemas não tripulados e inteligência artificial às operações marítimas na região.
O episódio ocorre em um contexto de tensão entre Washington e Teerã. EUA e Irã têm mantido um cessar-fogo instável, marcado por confrontos periódicos e ataques de drones e mísseis iranianos contra aliados regionais dos americanos.
O Estreito de Ormuz, onde o Apache patrulhava, é uma das principais vias marítimas do mundo e um dos focos centrais do conflito na região.