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O Kremlin descartou nesta segunda-feira as declarações do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy sobre uma suposta ameaça russa a países da Otan a partir do território bielorrusso, afirmando que o alerta não merece resposta. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as afirmações como uma tentativa de prolongar o conflito e aumentar as tensões na região. Na sexta-feira, Zelenskiy havia alertado que a Rússia estaria tentando envolver Belarus ainda mais na guerra contra a Ucrânia, avaliando planos para atacar o norte ucraniano ou um país membro da Otan a partir do solo bielorrusso.
O presidente ucraniano demonstrou preocupação com o papel crescente de Belarus no conflito, que já permitiu que a Rússia usasse seu território como base de lançamento para a invasão da Ucrânia em 2022. Belaruss ocupa uma posição geográfica estratégica: faz fronteira com a Ucrânia ao sul e com os membros da Otan Polônia, Lituânia e Letônia ao norte e a oeste.
Além disso, o país abriga armas nucleares táticas russas em seu território, o que amplifica as preocupações sobre sua participação no conflito. Ao ser questionado sobre as declarações de Zelenskiy, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi direto ao ponto: "Essa declaração nada mais é do que uma tentativa de incitação adicional com o objetivo de prolongar a guerra e aumentar as tensões." Em seguida, acrescentou: "Não achamos que tal declaração mereça qualquer comentário."
Também nesta segunda-feira, o Ministério da Defesa de Belarus anunciou que suas forças armadas, em cooperação com a Rússia, iniciaram exercícios militares para testar a prontidão das tropas na implantação de armas nucleares. O ministério fez questão de esclarecer que a iniciativa não tem como objetivo atacar nenhum outro Estado e que não representa qualquer ameaça à segurança na região.