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O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa nesta sexta-feira, em Curitiba, do lançamento oficial das pré-candidaturas do senador Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná, do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) e do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) ao Senado. O evento está programado para as 18h30, no Jockey Club do Paraná, e deve reunir diversas lideranças do PL e de partidos aliados. Na véspera do lançamento, Sergio Moro divulgou sua primeira grande proposta para o governo do Estado: a criação de uma Agência Anticorrupção.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-juiz destacou que o modelo seria inédito no país, citando a Operação Lava-Jato como referência e mencionando recentes escândalos nacionais, incluindo o do Banco Master, que tem gerado desgaste político para o senador Flávio Bolsonaro. No campo das conexões familiares, a deputada Rosangela Wolf Moro (PL), esposa de Sergio Moro, é prima de Luiz Fernando Wolf de Carvalho, dono da Construtora Triunfo, que teve a falência decretada recentemente. Carvalho chegou a ser preso na Operação Lava-Jato em 2018, ocasião em que o então juiz Sergio Moro se declarou impedido no processo. No cenário político paranaense, o governador Ratinho Junior (PSD) tem intensificado os esforços para eleger o deputado federal Sandro Alex como seu sucessor, com uma dedicação que, segundo observadores, supera até mesmo a campanha que o próprio governador travou em 2018.
O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, candidato do MDB ao governo do Estado, também movimenta sua agenda e planeja visita a Apucarana para encontro com correligionários, entre eles o ex-prefeito Junior da Femac, principal liderança do MDB na cidade. No PT do Paraná, a estimativa é eleger até 10 deputados federais nas próximas eleições. No entanto, a provável cassação do deputado estadual Renato Freitas pode comprometer essa projeção. Renato era considerado o principal puxador de votos do partido, com expectativa de alcançar mais de 350 mil votos como candidato a deputado federal.
Sem ele na disputa, a bancada petista deve ser reduzida. Na política municipal de Apucarana, o prefeito Rodolfo Mota (União Brasil) recebeu nesta semana a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para discutir a possível implantação do vale-alimentação para o funcionalismo. O sindicato argumenta que o benefício já foi adotado por outras prefeituras da região, e o prefeito comprometeu-se a estudar o assunto. Ainda em Apucarana, o debate sobre a renovação da Mesa Executiva da Câmara Municipal ganha força para o segundo semestre, após as eleições de 4 de outubro. Pela nova lei orgânica do município, o presidente pode se reeleger na mesma legislatura. O atual presidente, vereador Danylo Acioli (MDB), deve disputar a reeleição, mas deverá enfrentar um adversário apoiado pelo Executivo.
O vereador Sidnei da Levelimp (MDB) se coloca como fiel da balança, tendo prometido voto tanto para Danylo Acioli quanto para o vereador Tiago Cordeiro (PDT). Atualmente, Danylo contaria com cinco votos, sem considerar Sidnei, sendo necessários ao menos seis para garantir a reeleição. O vereador Danylo Acioli também prometeu apresentar em breve um balanço das sessões itinerantes realizadas pelo legislativo desde o ano passado, com o objetivo de mostrar quais sugestões colhidas nas reuniões foram colocadas em prática. Por fim, o vereador apucaranense Dr. Odarlone Orente, candidato do PT a deputado estadual, aposta em uma grande votação na cidade, baseado no desempenho que o tornou o vereador mais votado em 2024. Odarlone faz dobradinha com o deputado estadual Arilson Chiorato, que agora concorre a uma vaga federal.