
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) deve se reunir nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para definir os rumos de sua possível candidatura ao Governo de Minas Gerais.
Apesar de o presidente nacional do PT, Edinho Silva, já ter declarado que foi informado pelo parlamentar de que ele não concorreria ao Palácio Tiradentes, Rodrigo Pacheco ainda não se pronunciou oficialmente, mantendo o mistério sobre seu futuro político.
O senador havia estabelecido maio como prazo final para tomar uma decisão sobre o tema.
Rodrigo Pacheco é a principal aposta do presidente Lula para o governo do estado e é considerado o "plano A" do PT em Minas Gerais.
Figuras como a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Federal, Marília Campos, já fizeram chamamentos públicos reiterados para que ele entre na disputa.
Ainda há partidários que acreditam na possibilidade de Rodrigo Pacheco ser convencido a concorrer nas eleições deste ano, mas, conforme apurou a reportagem, é grande a parcela de petistas que já não acredita que o quadro seja reversível.
O vice-líder de Lula na Câmara dos Deputados, Rogério Correia (PT), informou que nesta segunda-feira (25) haverá uma reunião da cúpula do PT mineiro para discutir o palanque de Lula em Minas Gerais.
"Nós vamos ter uma reunião amanhã, segunda-feira, com a Leninha, o Edinho e algumas pessoas que ele convidou para a discussão do partido da bancada de deputados federais, direção do partido, para a gente ver como é que está o quadro e iniciar então uma uma definição, junto com o presidente Lula de palanque aqui em Minas Gerais, visto a negativa do Rodrigo Pacheco", destacou o parlamentar.
Em paralelo às tratativas de Lula com Rodrigo Pacheco, o PT busca outros nomes no cenário mineiro para tentar viabilizar um palanque forte para o presidente no estado.
Como resumiu um interlocutor do partido em Minas, "o PT está ficando sem tempo e sem opções".
Entre as possibilidades discutidas está um apoio cruzado a Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato ao Governo de Minas, ou o lançamento de uma candidatura doméstica, com nomes do próprio partido, para o Palácio Tiradentes.
A semana que se inicia é, portanto, decisiva para o PT em Minas Gerais.
Com o prazo definido pelo próprio Rodrigo Pacheco se encerrando em maio e as articulações internas do partido em curso, a cúpula petista mineira aguarda uma definição que moldará a estratégia eleitoral do presidente Lula no estado para as eleições deste ano.