
Foto: Rede Globo/Reprodução
A um mês do início da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira já tem definido o uniforme especial de viagem que será usado pela delegação durante a competição. O traje, desenvolvido pelo estilista Ricardo Almeida, reflete as tendências atuais da moda e marca uma mudança em relação às edições anteriores do torneio. Esta é a terceira Copa do Mundo consecutiva em que Ricardo Almeida assina os trajes da Seleção.
A novidade de 2026 é a distinção entre o visual dos jogadores e o da comissão técnica: enquanto os atletas vão usar peças mais modernas e despojadas, os membros da comissão técnica vão de alfaiataria tradicional. "A gente pôs os jogadores dessa maneira mais descontraída, e a comissão técnica, que seria mais executiva, a gente pôs de alfaiataria", conta Ricardo Almeida.
A tendência de roupas mais amplas e soltas, que já é uma marca entre jogadores de diversas seleções ao redor do mundo, influenciou diretamente as escolhas desta edição. "Você vê os jogadores lá fora, todos usando roupas mais amplas, não tão justinha, igual era o terno antigamente", explica Ricardo Almeida. Nas edições de 2018, no embarque para a Rússia, e de 2022, no Catar, o Brasil havia optado por escolhas mais clássicas.
Entre os desafios desta edição, Ricardo Almeida teve que lidar com a tarefa de vestir o técnico italiano Carlo Ancelotti, conhecido por ser exigente. O estilista revelou que o treinador chegou a demonstrar preocupação antes de ver o resultado final. "Eu fiquei sabendo que o Ancelotti, na época, ficou preocupado. Que o Brasil... Quem achava que poderia fazer. E depois que eu finalizei a roupa dele, ele ficou bem tranquilo. A esposa dele também adorou. Então, está tudo em casa", conta Ricardo Almeida. A logística de produção também representa um grande esforço.
A delegação brasileira terá em torno de 100 pessoas, todas com ajustes individuais nos trajes. Além disso, a incerteza sobre a lista final de convocados adiciona uma camada de complexidade ao trabalho. "Na edição passada, a gente teve que fazer seis roupas de um dia para o outro", lembra Ricardo Almeida. Danilo, lateral do Flamengo e único jogador confirmado oficialmente pelo técnico até o momento, aprovou o uniforme, mas fez uma ressalva bem-humorada. "Eu achei maneiro, achei bem bonito. A camisa tal, o blazer maravilhoso, as cores, eu gostei bastante. Só a calça que, se fosse a minha escolha pessoal, talvez teria feito um pouco menos larga, porque acho que estou um pouco mais velho", disse o jogador.
O coordenador executivo geral das seleções masculinas da CBF, Rodrigo Caetano, também comentou sobre o uniforme e deixou um desejo claro para a competição. "O que eu gostaria e desejo mesmo é que, além de bonito e de atender às nossas expectativas, é que também nos traga sorte dessa vez. Tomara a Deus, levantando essa taça", afirmou Caetano. Ricardo Almeida, por sua vez, demonstrou confiança no resultado final. "Visualmente, vão estar prontos, elegantes e prontos para o hexa", afirmou o estilista, resumindo a expectativa em torno dos trajes que vão representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026.