
Polícia Federal (PF)
A Polícia Federal resgatou, na última quarta-feira (20), um recém-nascido que seria levado para Madri, na Espanha, em um caso que investiga suposto tráfico de pessoas. A operação foi realizada em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e resultou na apreensão de documentos e aparelhos celulares.
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra a mãe do bebê e uma mulher que seria responsável por levar a criança para a Europa. Esta última estava proibida de deixar o Brasil por força de uma medida cautelar.
O Conselho Tutelar participou da ação e resgatou o recém-nascido, que foi encaminhado a uma casa de acolhimento.
Como a investigação começou
O caso veio à tona quando agentes da Polícia Federal estranharam a solicitação de um passaporte para uma criança com apenas 20 dias de vida. Junto ao pedido do documento, foi apresentada uma autorização para que o bebê viajasse internacionalmente sem os genitores, o que permitiria que a criança deixasse o país sem pais ou responsáveis.
Durante a análise do caso, a Polícia Federal constatou divergências entre informações cadastrais e documentais. Os agentes também notaram que a mãe da criança não possuía passaporte válido e não havia solicitado o documento para si mesma, apesar de ter pedido a emissão para o bebê.
A mulher que levaria a criança para a Espanha já estava com a guarda do recém-nascido desde a alta hospitalar, mesmo sem ter qualquer grau de parentesco com ele. Essa mesma mulher tinha um histórico frequente de viagens ao país europeu e estava com destino marcado para Madri nos próximos dias, quando a ação da Polícia Federal foi deflagrada.
Além dos aparelhos celulares, documentos e a autorização de viagem ao exterior foram apreendidos durante a operação. As investigações seguem em andamento para apurar todos os envolvidos no suposto esquema de tráfico de pessoas.