
Apreensão durante a operação - Foto: RFB/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas contra esquemas de desvio de recursos públicos e fraudes tributárias, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades do Brasil. O prejuízo total estimado ultrapassa R$ 770 milhões aos cofres públicos.
A Operação Títulos Podres, conduzida pela Polícia Federal, tem ao menos 10 advogados entre os investigados e cumpre seis mandados de prisão temporária em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. A estimativa da PF é de que o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 100 milhões.
As cidades contempladas pela operação incluem Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem, Campo Belo, Pouso Alegre e Itamarandiba, em Minas Gerais, além de São Paulo, Osasco, São José dos Campos, Caraguatatuba e Praia Grande, no estado de São Paulo. As ações se estendem ainda a Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, e a Açailândia, no Maranhão.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado atuava por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, oferecendo supostas "soluções tributárias" para redução ou quitação de débitos fiscais. Servidores públicos também estavam envolvidos na prática de estelionato.
Segunda operação em andamento
Paralelamente, a Polícia Federal cumpre a segunda fase da Operação Consulesa, que inclui quatro mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em empresas e residências localizadas em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
No total, são cumpridos 29 mandados de busca e apreensão nessa fase.
As cidades abrangidas pela Operação Consulesa são Belo Horizonte, Capim Branco, Contagem, Nova Lima e Formiga, em Minas Gerais, além da capital paulista, do Rio de Janeiro e de Maricá, no estado do Rio de Janeiro.
Nesse esquema, o montante desviado é estimado em cerca de R$ 670 milhões.
Juntas, as duas operações da Polícia Federal revelam a amplitude dos esquemas investigados, que envolvem múltiplos estados, dezenas de alvos e um prejuízo bilionário ao erário público brasileiro.