
Fonte: Revista RPA News
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, defendeu o princípio da "não interferência" ao ser questionada sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, em resposta ao anúncio do Departamento de Estado americano de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Mao Ning foi direta ao posicionar a China diante do tema: "A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos", declarou a porta-voz, sem aprofundar comentários sobre a medida adotada pelos Estados Unidos. Além do tema das facções brasileiras, Mao Ning confirmou que o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, realizará uma visita oficial à China entre os dias 31 de maio e 2 de junho.
A porta-voz ressaltou que a relação entre os dois países ocupa, há muito tempo, uma posição de destaque nas relações da China com outras nações em desenvolvimento. Sobre as expectativas para a visita, Mao Ning afirmou, segundo a mídia estatal chinesa: "Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial".
A decisão americana que motivou o questionamento a Mao Ning foi anunciada nesta quinta-feira (28/5), quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou que classificará o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, medida que gerou repercussão internacional e colocou o tema em pauta nas relações diplomáticas.