
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa • Anderson Pinheiro/Agência O Dia/Estadão Conteúdo - 2015
O partido Democracia Cristã (DC) confirmou, neste domingo (17/5), a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, à Presidência da República. A decisão substitui o nome do ex-deputado federal Aldo Rebelo, que já havia sido lançado pela legenda e reagiu com protestos ao anúncio.
Em nota, o presidente nacional do DC, João Caldas, declarou que "está firmada a pré-candidatura" de Joaquim Barbosa, gerando uma crise interna no partido. "Joaquim Barbosa representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições. Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira. O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais", afirmou Caldas.
O nome de Joaquim Barbosa havia sido revelado no sábado (16/5), e a reação de Aldo Rebelo não demorou. Em nota, o ex-deputado afirmou que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto está "mantida conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã".
Rebelo foi ainda mais direto ao criticar a situação: "A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo o que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas".
A crise interna se aprofundou com a manifestação de membros do diretório paulista do DC em defesa de Aldo Rebelo. Nas pesquisas de intenção de voto, o ex-deputado registra entre 0% e 1%, o que evidencia sua baixa expressão eleitoral no cenário atual. Não é a primeira vez que Joaquim Barbosa é cogitado para uma disputa presidencial. Em 2018, ele chegou a considerar concorrer pelo PSB e chegou a marcar 10% nas pesquisas de intenção de voto, mas acabou desistindo da corrida eleitoral.