
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, nesta terça-feira (26), ter abatido um drone MQ-9 dos Estados Unidos que adentrou o espaço aéreo iraniano. A informação foi divulgada por meio de comunicado veiculado pela mídia estatal do país. Em informe lido na emissora estatal iraniana IRIB, o Departamento de Relações Públicas da Guarda Revolucionária alegou ainda ter repelido outras aeronaves americanas. O órgão advertiu que responderá a novas violações de seu território ou dos termos do cessar-fogo em vigor.
A ação ocorreu após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarar que negociar um acordo com o Irã poderia "levar alguns dias", e depois de forças americanas realizarem o que chamaram de ataques defensivos no sul do país. Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã havia declarado que conclusões foram alcançadas sobre muitos tópicos discutidos em um possível memorando de entendimento de 14 pontos, mas ressaltou que isso não significava que um acordo para encerrar a guerra seria firmado em breve.
Novos ataques no Estreito de Ormuz
Militares dos Estados Unidos realizaram, na noite de segunda-feira (25), o que denominaram de "ataques de autodefesa" contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas ao redor do Estreito de Ormuz. Veículos de comunicação estatais do Irã classificaram as ações como uma violação do atual acordo de cessar-fogo. Os ataques americanos ocorreram justamente enquanto o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores estavam em Doha para conversas com o primeiro-ministro do Catar sobre um possível acordo para encerrar a guerra, conforme relatou um funcionário a par da visita. Não era a primeira vez que forças de Teerã e Washington trocavam tiros durante o período de cessar-fogo.