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O Irã anunciou a criação de um organismo oficial para administrar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Entre as medidas previstas, está a cobrança de pedágio para a passagem de navios pela via marítima. As atribuições do novo organismo ainda não foram totalmente definidas. No entanto, há expectativa de que ele seja responsável por arrecadar taxas de direito de passagem e por monitorar as operações marítimas em tempo real.
Na última segunda-feira (18), o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano compartilhou, na rede social X, uma publicação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), afirmando que a entidade oferecerá "informações em tempo real sobre as operações" na passagem marítima. A conta da Marinha da Guarda Revolucionária também compartilhou a mesma publicação.
Desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou quase totalmente o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, e na mesma segunda-feira (18), Teerã anunciou ter respondido à mais recente proposta americana para encerrar a guerra. O controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz abalou os mercados mundiais e conferiu a Teerã uma vantagem estratégica relevante, ainda que os Estados Unidos tenham implementado seu próprio bloqueio naval aos portos iranianos.
Países europeus têm tentado negociar a liberação da passagem pelo estreito. Desde o início do conflito, o Irã afirmou repetidamente que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz "não voltará à situação anterior à guerra". No mês passado, o país declarou ter recebido os primeiros pagamentos de pedágio pela rota.