
Copasa
O governo de Minas Gerais definiu o preço mínimo de R$ 47,23 por ação da Companhia de Saneamento (Copasa) no processo de privatização da empresa. A informação foi divulgada em fato relevante publicado na quinta-feira (28).
O valor anunciado está abaixo dos R$ 50,75 em que os papéis da Copasa encerraram o pregão do dia anterior na B3, sendo que na abertura do mercado nesta quinta-feira as ações eram negociadas a R$ 49,95.
O estado já havia protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no dia 20, a oferta pública de 171.113.881 ações ordinárias da Copasa.
Além disso, há um lote extra de ações ordinárias disponíveis para venda, cujo número máximo previsto era de 19.135.730 ações, mas foi reduzido para 19.035.730, em razão de bloqueios judiciais sobre 46.737 ações de titularidade do estado.
A privatização da Copasa será conduzida por meio da oferta pública de distribuição secundária de ações, o que significa que não haverá emissão de novos títulos. Nesse modelo, os recursos arrecadados serão destinados aos cofres do estado, e não ao caixa da companhia.
Cronograma do processo
O processo de privatização da Copasa segue um calendário definido com etapas específicas.
Os interessados em se tornar o investidor de referência da Copasa têm até o dia 3 de junho para manifestar se desejam desistir do processo ou se pretendem atualizar ou manter a proposta já apresentada.
Os investidores não profissionais poderão realizar reservas de ações a partir do dia 5 de junho, abrindo o processo ao público em geral.
As ações da Copasa começarão a ser negociadas na bolsa de valores no dia 15 de junho, com o pagamento previsto para o dia seguinte.
Segundo o documento divulgado, o cronograma está sujeito a alterações.
Como funciona o investidor de referência
O investidor de referência, caso seja selecionado, deverá adquirir 30% do capital da Copasa. A intenção do governo de Minas Gerais é atrair um grupo com capacidade financeira e expertise no setor de infraestrutura, tanto no Brasil quanto no exterior.
Os interessados precisam formalizar uma proposta de investimento com um preço por ação, sendo selecionado quem oferecer o maior valor.
Entre as exigências do processo, os candidatos devem apresentar carta de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões, instrumento que serve para garantir que o investidor tem condições de cumprir suas obrigações financeiras.
Caso um investidor de referência entre no negócio, o estado poderá manter 5% da participação societária na Copasa. Se nenhum comprador adquirir os 30% da empresa, o estado poderá vender a totalidade das ações que possui na companhia.
O processo de privatização da Copasa representa uma das principais movimentações do governo de Minas Gerais no setor de saneamento, com impacto direto sobre a estrutura acionária da companhia e os recursos públicos estaduais.