
Foto: Senado Federal
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), apontado como possível pré-candidato ao governo de Minas Gerais, usou as redes sociais para parabenizar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o governo dos Estados Unidos anunciar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, medida que entra em vigor a partir de 5 de junho. Em vídeo publicado no Instagram, Cleitinho atribuiu a decisão norte-americana à articulação direta de Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump.
"Flávio saiu do Brasil e foi negociar isso com o Trump. Você não precisa gostar do Flávio, você não precisa apoiar. Essa questão não é de esquerda nem de direita. A gente precisa acabar com as facções no Brasil", declarou o senador mineiro.
Além de elogiar a iniciativa, Cleitinho aproveitou a ocasião para alertar sobre o avanço do crime organizado no interior de Minas Gerais. Segundo ele, facções criminosas já estariam expandindo sua atuação para regiões como a Zona da Mata, o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, demonstrando preocupação com a interiorização dessas organizações no estado. "Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro. Tamo junto", completou Cleitinho.
A manifestação de Cleitinho ocorreu um dia após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar que o PCC e o Comando Vermelho passarão a integrar oficialmente a lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida faz parte da estratégia do governo Trump de intensificar o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
O tema ganhou repercussão política depois que Flávio Bolsonaro afirmou ter pedido pessoalmente a Trump, durante visita à Casa Branca nesta semana, que as facções brasileiras fossem enquadradas como organizações terroristas. Após a confirmação do anúncio pelo governo americano, o senador celebrou a decisão nas redes sociais com a mensagem: "Grande dia". A decisão dos EUA representa um marco no enfrentamento internacional ao crime organizado brasileiro, e o episódio reacendeu o debate político no Brasil sobre as estratégias de combate às facções criminosas que atuam no país.