
Governador do Rio, Claudio Castro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O ex-governador Cláudio Castro (PL) voltou a ser alvo de buscas da Polícia Federal nesta terça-feira (26), pela segunda vez em menos de 15 dias. A primeira ocorreu em 15 de maio. Agentes chegaram cedo ao apartamento de Castro, localizado na cobertura de um prédio na Península, condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A nova operação, denominada 8ª fase da Compliance Zero, investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master.
Segundo a PF, os recursos públicos foram destinados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro em diferentes aplicações financeiras. Ao todo, agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Cláudio Castro afirmou que ele acompanhava as buscas "com serenidade".
No dia 15 de maio, a PF já havia estado na residência do ex-governador em uma operação distinta, desta vez a mando do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A operação Sem Refino investigava supostas fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. De acordo com a PF, a empresa teria usado sua estrutura societária e financeira para "ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior".
A corporação também apontou suspeitas de favorecimento ao grupo empresarial durante a gestão de Cláudio Castro. Na ocasião, a defesa do ex-governador afirmou que ele foi "surpreendido" pela operação e declarou que Castro estava "à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura". As duas operações ocorreram após a saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro. Ele renunciou ao cargo em março, antes da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.