
Foto: Chico Bezerra/PMJG
O custo da cesta básica em Belo Horizonte chegou a R$ 767,64 em abril, registrando uma alta de 0,86% em relação ao mês de março. De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fipecafi-MG), o valor representa 47,3% do salário mínimo vigente, comprometendo quase metade da renda de trabalhadores que recebem o piso nacional.
Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor, manteiga e chã de dentro lideraram os aumentos registrados no período. Os reajustes foram influenciados pelo cenário de exportações e pelos custos de produção, que pressionaram os preços desses itens. Em sentido contrário, feijão e banana apresentaram quedas, amenizando parcialmente o impacto geral sobre o custo da cesta básica.
Além do avanço nos preços dos alimentos, o cenário econômico de Belo Horizonte também foi marcado por movimentações no setor gastronômico. Com o Dia das Mães em 2026, o almoço especial em família se consolidou como a principal escolha de 26,67% dos consumidores da capital mineira, superando presentes tradicionais como roupas e acessórios.
O setor projeta otimismo para a data, com 78% dos empresários da Abrasel esperando faturamento superior ao registrado em 2025, impulsionado por grupos maiores e tíquetes médios mais elevados nos estabelecimentos que apostam em menus diferenciados e música ao vivo. No campo industrial, a planta da Usiminas em Ipatinga, no Vale do Aço, recebeu a visita de representantes da montadora chinesa BYD.
O encontro teve como foco a discussão de futuras parcerias comerciais entre as empresas. A BYD, que iniciou sua produção no Brasil pela Bahia no ano passado, planeja ampliar gradualmente o uso de componentes nacionais em seus modelos fabricados no país. O presidente da Usiminas, Marcelo Chara, declarou na quarta-feira (6) que "a companhia está preparada para atender aos requisitos de demanda de qualquer montadora que precise de aço produzido no País". O conjunto de informações reforça um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias mineiras, ao mesmo tempo em que setores como o gastronômico e o industrial demonstram perspectivas de crescimento e novas oportunidades de negócios em Minas Gerais.