
Bruno Gagliasso e Juliano Cazarré (Reprodução/Instagram)
O ator Bruno Gagliasso criticou publicamente o curso sobre masculinidade criado por Juliano Cazarré, classificando o projeto como "triste, feio e vergonhoso".
A declaração foi feita durante participação no videocast "Conversa vai, conversa vem", do jornal "O Globo", e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
O curso em questão, intitulado "O Farol e a Forja", vem gerando debates desde o seu anúncio.
A proposta de Cazarré é discutir masculinidade, paternidade e espiritualidade em encontros voltados ao público masculino.
O ator, que se define como conservador, já havia negado que o projeto tenha qualquer relação com movimentos "red pill" ou discursos misóginos.
Durante a entrevista, Bruno Gagliasso deixou claro que não concorda com o tipo de masculinidade defendido pelo colega e criticou falas atribuídas a ele.
"A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso", declarou o ator.
Bruno Gagliasso também afirmou acreditar que ser homem passa por um processo constante de desconstrução.
"Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro", disse ele durante a conversa.
Em outro momento da entrevista, Bruno Gagliasso abordou a importância de os homens expressarem emoções e rejeitou a ideia de uma masculinidade associada à ausência de vulnerabilidade.
"Se ser homem é não chorar, eu não sou homem", afirmou o ator, reforçando sua posição contrária ao que é proposto no curso.
A polêmica em torno do projeto de Cazarré já vinha movimentando discussões nas redes sociais e entre artistas.
O criador do curso tem defendido a iniciativa como um espaço de reflexão masculina, afirmando que a proposta não incentiva extremismos de nenhuma natureza.