Brasil atropela Panamá por 6 a 2 no Maracanã e se despede do país com goleada

Jogadores do Brasil comemorando um dos gols na goleada sobre o Panamá • Wagner Meier
Com time totalmente modificado no segundo tempo, Seleção Brasileira aplica virada espetacular
O Brasil se despediu do solo nacional para a Copa do Mundo de 2026 da maneira mais avassaladora possível: com uma goleada de 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã. O resultado, porém, não traduz a história completa do jogo. Depois de um primeiro tempo equilibrado e até dominado pelos visitantes, o técnico Carlo Ancelotti promoveu uma mudança radical no intervalo — trocou dez jogadores — e viu os reservas construírem um verdadeiro massacre nos últimos 20 minutos.
Com o placar em 2 a 1 ainda na primeira etapa, graças a gols de Vinícius Júnior e Casemiro, a Seleção voltou do vestiário com uma cara nova. E foi justamente a equipe “alternativa” que tratou de resolver a partida: Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos marcaram os gols que transformaram um jogo complicado em um passeio no Maracanã. Murillo (de falta) e Harvey fizeram os gols panamenhos.
Primeiro tempo: susto, talento e vantagem brasileira
Quem chegou atrasado ao estádio ainda viu o placar zerado. Aos 50 segundos de jogo, porém, o Maracanã já explodia. Raphinha roubou a bola da defesa do Panamá e serviu Vinícius Júnior, que soltou um chutaço de fora da área: 1 a 0. Um minuto depois, o camisa 7 já pedia passaporte para o gol novamente, mas parou em boa defesa de Mosquera.
O que parecia caminho para um massacre virou drama. Aos 15 minutos, Murillo cobrou falta com perfeição: a bola desviou na barreira e enganou Alisson, caindo no canto direito. Empate no Maracanã. Pior: o Panamá cresceu, criou duas chances claras com Díaz e Waterman, e passou a pressionar a Seleção.
Mas, como de costume, o talento individual brasileiro falou mais alto. Aos 40 minutos, Vini Jr. tabelou e encontrou Casemiro livre na área. O volante cabeceou com categoria entre os zagueiros e recolocou o Brasil em vantagem. O auxiliar marcou impedimento, mas o VAR confirmou o gol legítimo. Intervalo: 2 a 1.
Segundo tempo: Ancelotti troca tudo, e os reservas esmagam
A notícia veio na volta do vestiário: Ancelotti promoveu dez alterações. Apenas o zagueiro Léo Pereira permaneceu em campo. Entraram Ederson, Ibañez, Danilo, Douglas Santos, Fabinho, Danilo Santos, Lucas Paquetá, Rayan, Endrick e Igor Thiago. O recado estava dado: chance para quem quer ser titular na Copa.
E eles responderam à altura. Aos 17 minutos do segundo tempo, o goleiro Mosquera tentou sair jogando errado, e Rayan (ex-Vasco) aproveitou para encobri-lo e marcar seu primeiro gol com a Amarelinha. 3 a 1.
Aos 25, a dupla de laterais Danilo Santos e Douglas Santos tabelou em velocidade. O cruzamento encontrou Lucas Paquetá, que bateu colocado no canto: 4 a 1. A festa estava só começando.
Aos 33, Igor Thiago fez fila na defesa, foi derrubado por Mosquera na área e converteu o pênalti com categoria: 5 a 1. Para coroar a noite, aos 40 minutos, Danilo Santos dominou na entrada da área e bateu forte, sem chance para o goleiro: 6 a 1.
O Panamá ainda esboçou uma reação de orgulho. Harvey soltou um chutaço de fora da área que encobriu Ederson e fechou o placar em 6 a 2. Um golaço, mas apenas um detalhe em uma noite brasileira avassaladora.
O que vem por aí
Com a despedida em solo nacional concluída, a Seleção Brasileira viaja aos Estados Unidos para a reta final da preparação para a Copa do Mundo. O próximo compromisso é contra o Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland (EUA), às 19h (de Brasília). A estreia na Copa será no dia 13, contra o Marrocos.
No mesmo dia 6, o Panamá encara a Bósnia-Herzegovina, no Panamá, às 16h (de Brasília).