
ex presidente do BRB
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8/5) a transferência do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique, do Complexo Penitenciário da Papuda para a Papudinha, unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A informação foi revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e posteriormente confirmada.
A defesa de Paulo Henrique, no entanto, pretendia que ele fosse transferido para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está custodiado o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os trâmites para essa mudança ainda não foram efetivados.
A decisão de André Mendonça, relator do caso Master, ocorre após a defesa do ex-dirigente do BRB encaminhar ao STF um documento sinalizando o interesse dele em firmar um acordo de delação premiada. "O requerente sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada", diz a petição assinada pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.
Os advogados ressaltaram, porém, que a proposta de delação "depende da convergência de alguns fatores". A defesa também destacou que Paulo Henrique deve ser ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para que "possa exercer, de forma plena, seu direito à autodefesa, ao tempo em que a defesa técnica possa desempenhar seu papel constitucional com a maior efetividade possível, assegurando se a máxima, senão plena, confidencialidade entre advogado e cliente".
Corrida pela delação
Paulo Henrique pretende fechar o acordo de colaboração premiada antes do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o objetivo de garantir mais benefícios. Para que a delação seja aceita, ele precisará apresentar informações inéditas aos investigadores e apontar pessoas que estariam em posição hierárquica superior à sua dentro do esquema criminoso investigado.
O ex-presidente do BRB foi preso durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero, acusado de receber R$ 146 milhões em propina para favorecer os interesses do Banco Master em negócios com o BRB. Segundo a investigação da Polícia Federal, o caso envolve crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta ou temerária de instituição financeira, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
