
Ancelotti em treinamento da Seleção Brasileira • Rafael Ribeiro e Nelson Terme/CBF
A situação física de Neymar não preocupa a comissão técnica da seleção brasileira.
Neste sábado (30), durante entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis, o técnico Carlo Ancelotti descartou qualquer possibilidade de corte do camisa 10 da lista para a Copa do Mundo de 2026, mesmo após a confirmação de uma lesão grau 2 na panturrilha direita.
O treinador explicou como a comissão técnica tomou conhecimento do problema e reafirmou a confiança na recuperação do atacante.
"Antes da convocação, recebemos um comunicado do Santos que dizia que o jogador tinha um pequeno problema, um edema, e assim nós deixamos o Santos manejar esse tema até o dia 27. O jogador foi convocado porque, para a comissão, tinha que ser convocado, e depois, no dia 27, a CBF tomou conhecimento do problema do Neymar e nós tomamos conta do problema do Neymar. Acreditamos que ele vai recuperar o mais rápido possível, está trabalhando bem, está animado", disse Ancelotti.
O comandante foi categórico ao afastar qualquer dúvida sobre a permanência do jogador na lista.
"Pensamos que ele pode se recuperar para o primeiro jogo da Copa do Mundo; se não pode se recuperar para o primeiro jogo, vai se recuperar para o segundo jogo. Então, não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém; os jogadores escolhidos são esses 26 e esses 26 vão jogar na Copa do Mundo. Por má sorte, o Neymar teve esse pequeno problema que não lhe permite treinar com o grupo, mas ele está trabalhando muito bem a nível individual para recuperar-se pronto", bateu o martelo.
Internamente, a avaliação é que Neymar terá tempo suficiente para concluir o tratamento e recuperar a condição física necessária para participar da competição.
A escalação para o amistoso de domingo
Ancelotti confirmou ainda a escalação da equipe para a partida no Maracanã, no domingo, às 18h30 (de Brasília), indicando que utilizará todos os jogadores disponíveis:
Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Jr. e Luiz Henrique.
Haverá trocas no segundo tempo.
Sobre as opções para a lateral-direita, Ancelotti detalhou as características de cada atleta.
"Wesley foi muito bem na Roma como lateral-esquerdo. Foi uma surpresa. Mas precisamos dele aqui como lateral-direito. Ele vai atuar como lateral-direito. Nessa posição com ele pode estar o Ibañez, que tem um aspecto mais defensivo. O Danilo também pode jogar nessa posição. O outro lado está bem definido com o Douglas Santos e o Alex Sandro. Amanhã vão jogar todos os jogadores porque é uma partida de preparação. Um jogo importante para nos despedirmos dos nossos torcedores e estádio."
Para o penúltimo amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, o Brasil não contará com Neymar, machucado, nem com Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Marquinhos, que disputam a final da Champions League neste sábado.
No último dia da seleção brasileira na Granja Comary, Ancelotti fez questão de ressaltar o clima leve da preparação.
"O dia a dia é de felicidade. Estou feliz por estar aqui me preparando para uma Copa do Mundo. Com uma equipe forte, jogadores sérios, profissionais. Até agora a preparação tem sido muito boa. Temos tempo para nos preparar bem. O ambiente é bom, bonito, limpo, animado. É uma grande oportunidade para todos fazermos algo importante para este país", detalhou o treinador.
O técnico também comentou sobre o calor que o Brasil enfrentará durante a Copa.
"O clima, estamos acostumados [com o calor]. Acho que não teremos problema nesse sentido como tivemos na Itália em 1994. Foram mudados os horários dos jogos; alguns estádios são fechados. Acho que não vamos ter problema nesse sentido."
Ancelotti ainda falou sobre o hino nacional brasileiro.
"O hino nacional é muito bonito. Mas também é muito complicado cantar, é muito difícil. Tanto que os jogadores novos têm dificuldade para cantar. É um hino que emociona."
Por fim, o treinador avaliou o futebol brasileiro e o Campeonato Brasileiro.
"O Campeonato Brasileiro é interessante, competitivo, equilibrado e com jogadores de qualidade. Tem que considerar o calendário; é mais complicado do que o europeu, o clima também. Às vezes, se compara a intensidade com os jogos da Europa, mas tem que considerar esses aspectos. É um campeonato de qualidade. O Brasil é um país formador de grandes talentos e jogadores. Forma grandes jogadores, mas não os aproveita. Muitos talentos saem do país muito rápido, então o país perde qualidade. O futebol brasileiro é capaz de prover um Endrick; isso aumenta a qualidade do jogo, do futebol."