
dólar
As taxas de juros futuros apresentaram um avanço significativo na manhã desta segunda-feira, 13, com os juros curtos e médios subindo mais de 10 pontos. Este movimento ocorre em meio a crescentes preocupações com a inflação, impulsionadas pela escalada do preço do petróleo, que ultrapassou novamente a marca dos US$ 100 por barril. O cenário foi agravado pela divulgação do Boletim Focus, que revelou uma deterioração significativa nas expectativas de inflação para os anos de 2026 e 2027, aumentando a pressão sobre o mercado financeiro brasileiro.
As taxas de juros de longo prazo também registraram alta, refletindo o clima de cautela no cenário internacional. Fatores externos contribuíram para essa instabilidade, incluindo o fracasso nas negociações entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana, elevando as tensões geopolíticas que impactam diretamente o mercado de commodities.
Outro fator é a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bloquear todos os portos iranianos nas próximas horas, o que poderia restringir ainda mais o fluxo de petróleo no mercado global. A valorização do dólar e o aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), que tradicionalmente pressionam mercados emergentes como o Brasil, também é um possível fator.
Às 9h20, os dados mostravam que a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu para 14,155%, comparada aos 14,060% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançou para 13,480%, ante 13,368% anteriormente, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 foi para 13,505%, em comparação com 13,427% do ajuste anterior. Este movimento das taxas de juros futuros sinaliza que o mercado está precificando um cenário de maior inflação à frente, o que pode influenciar as próximas decisões do Banco Central em relação à política monetária do país.