
Inflação – INPC – economia – cálculos – conta
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revela um cenário preocupante sobre a percepção econômica dos brasileiros. De acordo com o levantamento, metade da população acredita que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, representando um aumento de 2 pontos percentuais em comparação com a pesquisa realizada em março e um crescimento significativo de 12 pontos percentuais em relação ao final de 2025. O estudo da Quaest também mostra que 27% dos entrevistados consideram que a situação econômica permanece inalterada no último ano, enquanto apenas 21% percebem uma melhora, o que representa uma queda de 3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
Cerca de 2% dos participantes não souberam responder. A análise por faixa de renda familiar revela diferenças significativas na percepção econômica: * Entre famílias com renda de até 2 salários mínimos, 40% acreditam que a economia piorou (aumento de 2 pontos percentuais), 30% consideram que permanece igual (crescimento de 3 pontos percentuais) e 27% observam melhora (queda de 4 pontos percentuais).
Para aqueles com renda familiar de até 5 salários mínimos, 53% percebem piora na economia (aumento de 4 pontos percentuais), 26% não notam mudanças e 19% identificam melhora (redução de 4 pontos percentuais). Nas famílias com renda superior a 5 salários mínimos, 55% afirmam que a situação econômica piorou (crescimento de 1 ponto percentual), 24% consideram que ficou igual (queda de 1 ponto percentual) e 19% observam melhora. A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-09285/2026. Outro dado alarmante revelado pela Quaest é o alto índice de endividamento da população brasileira, que atinge 72% dos entrevistados. Desse total, 29% afirmam ter "muitas dívidas", enquanto 43% possuem poucas dívidas.
Apenas 28% dos participantes declararam não ter dívidas. O endividamento representa uma das principais preocupações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha de reeleição. Para enfrentar esse problema, a equipe econômica do governo está preparando um pacote de medidas emergenciais visando aliviar a situação financeira das famílias brasileiras. Entre as iniciativas previstas no pacote, o governo deve autorizar o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, com impacto estimado em até R$ 7 bilhões.
O Palácio do Planalto também estuda a possibilidade de implementar uma negociação direta com bancos utilizando o Fundo de Garantia de Operações (FGO), seguindo o modelo do programa Desenrola. A expectativa é que o programa seja anunciado após o retorno do presidente Lula de sua viagem à Europa, prevista para o final de abril. O petista cumprirá compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 deste mês. Os resultados da pesquisa Quaest refletem um momento de incerteza econômica para grande parte da população brasileira, com a percepção de piora econômica e o alto endividamento representando desafios significativos para o governo federal nos próximos meses.