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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deu continuidade à operação Grito Contido nesta quarta-feira (22/4), cumprindo mandados de busca e apreensão na residência e estabelecimento comercial de um homem de 40 anos. O suspeito já havia sido preso preventivamente na última sexta-feira (17/4) pelos crimes de estupro de vulnerável, aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes em Curvelo, região Central de Minas Gerais.
Durante a ação desta quarta-feira, a PCMG apreendeu um celular no estabelecimento comercial do investigado. Outro aparelho já havia sido confiscado no momento da prisão preventiva. Os dispositivos foram encaminhados ao setor especializado para análise de conteúdo, com o objetivo de identificar materiais de cunho sexual envolvendo menores e possíveis novas provas da atividade criminosa.
As investigações tiveram início pela equipe de homicídios da PCMG em Curvelo, durante a apuração do desaparecimento de uma adolescente. Embora tenha sido descartada a relação do suspeito com este desaparecimento específico, o monitoramento policial permitiu identificar que o homem mantinha interações de natureza sexual com diversas menores de idade.
Com base nas evidências encontradas, o caso foi transferido para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A PCMG descobriu que o suspeito utilizava aplicativos de mensagens para abordar as vítimas, obtendo os contatos por intermédio de outras jovens já conhecidas por ele. O homem oferecia pagamentos em dinheiro para que as adolescentes realizassem atos de natureza sexual, inclusive interações íntimas entre si na presença dele, além de solicitar o envio de fotografias de nudez. Os encontros ocorriam no interior do veículo do investigado e em motéis da cidade.
Até o momento, a PCMG identificou cinco vítimas, com idades entre 12 e 17 anos, que já prestaram depoimento à polícia. Conforme o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Vieira Antunes Oliveira, foi possível identificar que o suspeito pagava as adolescentes para que passassem novos contatos, ampliando assim sua rede de potenciais vítimas. O investigado permanece no sistema prisional à disposição da Justiça, enquanto a equipe da Deam em Curvelo continua realizando levantamentos para identificar a existência de eventuais outras vítimas e apurar a extensão do material digital produzido ou compartilhado pelo suspeito.