
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do basquete mundial, faleceu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos em São Paulo. O ex-jogador, conhecido como "Mão Santa", sofreu um mal-estar repentino em sua residência e foi levado às pressas ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu. Sua morte encerra a trajetória de um atleta que marcou o esporte nacional com dedicação inabalável à seleção brasileira.
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar Schmidt travou uma batalha de mais de uma década contra a doença. Durante esse período, o ex-jogador passou por cirurgias e sessões de quimioterapia para controlar o tumor. Além disso, anos depois, ele também enfrentou problemas de arritmia cardíaca que exigiram internações e um procedimento de ablação.
Em 2022, Oscar Schmidt revelou em entrevista que havia interrompido o tratamento contra o câncer. Na ocasião, o ex-atleta afirmou: "Perdi o medo de morrer". Ele expressou o desejo de concentrar seus esforços na família durante esse período. Posteriormente, esclareceu que não havia abandonado os cuidados médicos por conta própria, mas que tinha recebido alta das sessões de quimioterapia, declarando ter superado aquela etapa da doença.
Após encerrar sua carreira em 2003, Oscar passou a conviver com episódios recorrentes de saúde fragilizada. Em 2016, o ex-jogador relatou ter passado pelo "maior susto da vida" ao ser diagnosticado com arritmia cardíaca. Os sintomas surgiram durante uma viagem aos Estados Unidos, o que levou a internações tanto no exterior quanto no Brasil, além de mudanças significativas em sua rotina diária.
Nos últimos anos de vida, o "Mão Santa" continuou enfrentando desafios relacionados à sua saúde. Em abril de 2026, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil, mas não pôde comparecer à cerimônia por estar em recuperação de uma cirurgia.
A morte de Oscar Schmidt representa uma grande perda para o basquete brasileiro e mundial. Sua dedicação ao esporte e sua resiliência diante dos problemas de saúde deixam um legado inspirador para as gerações futuras de atletas.