
Fonte: Pablo Valadares/ Agência Brasil.
Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL de Minas Gerais, causou polêmica entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após defender uma possível composição entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para as eleições presidenciais de 2026. A publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais gerou reações negativas da base bolsonarista, que interpretou a posição como um sinal de "traição".
A controvérsia começou quando Nikolas Ferreira comentou sobre uma declaração sua publicada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, na qual havia afirmado que o perfil ideal de vice para Flávio seria uma mulher. Ao esclarecer sua posição, o deputado mineiro escreveu que Zema também seria "uma excelente escolha" e que a chapa "Bolsozema daria muito certo".
A publicação rapidamente gerou reações negativas entre os seguidores mais alinhados ao bolsonarismo tradicional. Diversos internautas interpretaram a declaração como um movimento de afastamento da linha ideológica do grupo político. Comentários nas redes sociais acusaram Nikolas Ferreira de "traição", com um perfil escrevendo diretamente: "O povo não aceita essa sua traição". Outro comentário sugeriu que integrantes do campo político estariam "saindo da ambiguidade" e sendo expostos pela própria base.
Além das críticas diretas, chamou atenção a comparação feita por alguns seguidores entre Nikolas e Joice Hasselmann, ex-deputada que inicialmente integrou a base bolsonarista antes de romper com o grupo. Essa analogia foi utilizada para sugerir um possível distanciamento futuro do deputado mineiro em relação ao bolsonarismo. A situação ocorre em um momento em que os arranjos políticos para as eleições presidenciais de 2026 ainda estão sendo definidos. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, é pré-candidato à Presidência pelo PL, mas ainda não definiu sua chapa oficialmente.
Em Minas Gerais, o cenário político também permanece incerto. Romeu Zema tem se posicionado como candidato ao Palácio do Planalto e, até o momento, não sinalizou uma possível desistência para se alinhar como vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.