
Foto: Agência Brasil
Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (20) no Rio de Janeiro. Por volta das 10h15, ela se apresentou na delegacia de Bangu, na Zona Oeste da cidade, três dias após o ministro do STF Gilmar Mendes rejeitar recursos da defesa e determinar o reestabelecimento de sua prisão preventiva.
A decisão de Gilmar Mendes foi assinada na sexta-feira (17) e atende a uma Reclamação Constitucional movida por Leniel Borel, pai da vítima. Henry Borel, que tinha apenas 4 anos na época, morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, em 2021. Além de Monique Medeiros, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, também é réu pela morte do menino. Ambos estão presos aguardando julgamento, que está marcado para o dia 25 de maio. O julgamento estava originalmente agendado para março deste ano, porém a sessão foi suspensa após a defesa de Jairinho abandonar o Tribunal do Júri alegando falta de acesso a todas as provas.
Com isso, a sessão precisou ser remarcada para maio. Na ocasião da suspensão, a juíza Elizabeth Machado Louro considerou o adiamento como "uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF". Apesar disso, a magistrada acatou um pedido da defesa de Monique Medeiros e determinou o relaxamento de sua prisão, o que resultou em sua soltura temporária. A nova ordem de prisão contra Monique Medeiros reverteu essa decisão, obrigando-a a se entregar às autoridades policiais. O caso continua mobilizando a opinião pública devido à gravidade das acusações e à comoção causada pela morte violenta de uma criança.