
Jean Lincoln era de BH e vivia na Bélgica há seis anos • Reprodução / Redes sociais
O mineiro Jean Lincoln da Conceição Souza, de 32 anos, natural de Belo Horizonte, foi encontrado morto dentro do seu apartamento em Bruxelas, capital da Bélgica, no último domingo (26).
Desde a descoberta, a família do jovem trava uma batalha para viabilizar o traslado do corpo ao Brasil e realizou uma "vaquinha" online para custear o velório em BH.
A notícia do falecimento chegou aos familiares por meio de uma amiga residente em Portugal, que foi comunicada por outro colega de Jean Lincoln em Bruxelas.
O corpo do rapaz foi encontrado sem marcas de hematomas ou qualquer tipo de ferimento visível.
"A informação que eu tenho até o momento é algo que ainda alivia a gente de alguma maneira, que parece ter sido causa da morte natural. Quem encontrou, como foi que encontrou, isso ainda a gente não tem respostas", explicou Gianni Souza, irmã de Jean Lincoln.
Segundo Gianni, um exame de urina indicou que a morte ocorreu por "causas naturais".
No entanto, novos exames ainda serão realizados para determinar com precisão a causa do falecimento.
Enquanto aguardam os resultados, os familiares enfrentam outro obstáculo: o alto custo do traslado do corpo.
De acordo com orçamentos levantados pela família, o valor médio para cobrir todos os trâmites necessários para trazer o corpo de Jean Lincoln ao Brasil gira em torno de R$ 60 mil.
Sem apoio financeiro de órgãos governamentais, os parentes recorreram a uma "vaquinha" online para arrecadar os recursos.
A busca por apoio institucional
A família de Jean Lincoln tentou obter auxílio de instâncias governamentais brasileiras, mas sem sucesso.
"Sobre o governo brasileiro, Itamaraty, esses outros órgãos, nós não obtivemos, infelizmente, nenhum tipo de ajuda. Enviei mensagem para o Itamaraty, enviei mensagem para alguns deputados e para a Polícia Federal também. Infelizmente, eles não fornecem esse tipo de ajuda na questão do traslado de vítimas fatais do outro lado do mundo", lamentou a irmã.
Em nota enviada à Itatiaia, o Itamaraty informou que "em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais".
O órgão também esclareceu que o traslado de corpos do exterior pelo governo brasileiro ocorre apenas em situações consideradas excepcionais, com base no artigo 257 do Decreto nº 9.199/2017 e no Decreto nº 12.535/2025.
O Consulado-Geral do Brasil em Bruxelas afirmou ter conhecimento do caso e estar em contato com a família e com as autoridades locais responsáveis pela investigação.
Quem desejar contribuir com o fundo solidário para a realização do velório de Jean Lincoln pode acessar a "vaquinha" criada pela família.
A família orienta que se fique atento às instruções dispostas na página para evitar golpes ou fraudes.